Fonte: Google
Antes de inventarem o Smartphone com sua câmera digital, quem liderava o mercado de fotografias era a lendária Kodak. Mas num passado não tão distante, os modelos analógicos com o bom e velho filme que precisava ser revelado, era a grande alegria dos amantes da fotografia. Quando você posava para uma foto, tinha que esperar o filme ser revelado para ver como ficou.
Uma das marcas que foi sucesso no mercado das fotos, foi a Kodak, que existe há mais de 100 anos.
A empresa ajudou a popularizar a fotografia para os amadores, quando diminuiu o tamanho das câmeras e ampliando as formas como as imagens eram exibidas após os cliques.
A Kodak também revolucionou o meio digital, mas não entrou nele, o que pode ter sido seu grande erro.
O início da marca foi em 1878, quando o atendente de banco George Eastman começou a trabalhar na invenção de placas metálicas secas com emulsões de sais de prata sensíveis à luz pra gerar imagens. Esse é um dos processos básicos da fotografia moderna, e as placas viraram o primeiro produto da empresa.
O registro da marca Kodak aconteceu em 1888 e era somente o nome da câmera fotográfica da empresa. Filmes com 100 poses e fácil de usar, a Câmera Kodak entrou no caminho do sucesso.
O tempo foi passando e a empresa só crescia e ia dominando o mercado da fotografia. Na Segunda Guerra Mundial, a empresa chegou a ajudar os Estados Unidos fabricando uma granada de mão com formato de bola de beisebol e inventando um sistema de correspondência que fotografava cartas de soldados e as transformava em filme.
Em 1975 o engenheiro da Kodak Steven Sasson inventou a primeira câmera digital, que nunca passou de um protótipo. Ela pesava 3,5 kg e usava uma fita cassete para guardar 30 fotos em preto e branco com 0.01 megapixel, levando 23 segundos para gravar os dados.
Em 1994, a Kodak lançou em parceria com a Apple a QuickTake, uma câmera digital descontinuada depois de 3 anos, mas que foi considerada um dos primeiros modelos digitais para o consumidor.
Mas, os pontos mais negativos da Kodak no digital era falhar nessa capacidade multimídia, de subir e compartilhar fotos para o PC e para a internet. Ela até lançou o serviço Kodak Gallery em 2001, mas perdeu feio para Flickr e Picasa. Em 2012, o serviço fechou, e todas as imagens foram para o banco Shutterfly.
Entretanto, a marca resolveu se repaginar para voltar. Numa reportagem do jornal The Wall Street Journal mostra que a companhia conseguiu um empréstimo governamental de 765 milhões de dólares num novo programa de defesa da produção local, uma das bandeiras de Donald Trump. O objetivo é ajudar a expandir a fabricação em solo americano de drogas que ajudem os Estados Unidos a cortar a dependência de fontes internacionais, sobretudo de fabricantes chinesas.
A empresa, que assinou uma “carta de interesse” com a DFC nesta terça-feira, produzirá “até 25% dos ingredientes farmacêuticos ativos usados em medicamentos genéricos não biológicos e não antibacterianos”.
A marca que antes era voltada para o mundo fotográfico, agora entra para a disputada produção de medicamentos.
De acordo com a Kodak, o novo negócio farmacêutico suportará 360 empregos diretos e 1.200 indiretos.
“Ao alavancar nossa vasta infraestrutura, nossa profunda experiência na fabricação de produtos químicos e nossa herança de inovação e qualidade, a Kodak desempenhará um papel fundamental no retorno de uma cadeia de suprimentos farmacêutica americana confiável”, disse o executivo-chefe da empresa, Jim Continenza.
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