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O registro como Microempreendedor Individual (MEI) se firmou definitivamente como a principal porta de acesso para quem deseja iniciar um negócio próprio no Brasil. Um mapeamento detalhado pelo Sebrae, com suporte nos dados oficiais da Receita Federal, aponta que o país ganhou mais de 1,59 milhão de novos profissionais formalizados apenas nos primeiros quatro meses deste ano.
O indicador sinaliza uma expansão vigorosa de aproximadamente 15% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, ratificando o peso da categoria no sustento das famílias e na regularização do trabalho autônomo.
A força dos pequenos negócios ganha contornos ainda mais nítidos ao se observar a participação do formato jurídico no ecossistema empresarial atual. Das empresas que iniciaram suas atividades neste ano, os MEIs correspondem a 78% do total de CNPJs criados.
Essa liderança isolada comprova o papel estratégico do modelo para dinamizar a economia local e promover a inserção de milhões de cidadãos no ambiente de negócios formais.
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Sob a ótica dos grandes setores econômicos, a área de prestação de serviços desponta na dianteira com folga, sendo responsável por abrigar mais de 1 milhão de novas inscrições entre janeiro e abril. Na sequência, o comércio aparece consolidado na segunda posição, atraindo 298,7 mil novos empreendedores.
O segmento industrial também exibiu fôlego, somando 139,5 mil novos registros, acompanhado de perto pela construção civil, com 115,6 mil adesões, e pelas atividades agropecuárias, que contabilizaram 10,8 mil novos CNPJs no período.
As transformações nos hábitos de consumo e as novas demandas logísticas também desenham o mapa das profissões mais procuradas pelos recém-formalizados. No topo da lista figuram os trabalhadores voltados aos serviços de malote e entregas rápidas, que somaram 133,5 mil novos registros.
O transporte rodoviário de cargas também manteve forte atratividade, assegurando o segundo lugar com 121,6 mil novos microempreendedores. Por fim, o mercado de comunicação e publicidade registrou o ingresso de 98 mil profissionais, enquanto o setor de estética, representado por cabeleireiros e cuidados de beleza, manteve sua tradicional relevância ao somar 91,6 mil novas formalizações.
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