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A Covid-19 mudou aspectos em quase todas as áreas e setores, e com o trabalho não foi diferente. E apesar de causadora de irreparáveis perdas pessoais, a Covid-19 revela e estimula alternativas às formas que utilizamos para desenvolver atividades, sejam elas rotineiras ou não, principalmente no campo profissional.
Segundo o professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Lauro Russi, ainda que levemos em conta a conhecida instabilidade do nosso mercado de trabalho, causada por inúmeros fatores de ordem política e econômica, predominantemente, é importante que evidenciemos as possíveis opções, algumas já à nossa disposição, outras em desenvolvimento, que a tecnologia nos oferta, objetivando proporcionar mais agilidade e eficácia nos processos, e, ao final, uma melhor qualidade de vida.
“Dentre as inúmeras possibilidades, a modalidade home office e o e-commerce parecem estar sendo, cada vez mais, assumidas como soluções bastante viáveis contra o estresse do dia a dia, referindo-nos mais especificamente ao enfrentamento do trânsito, do transporte público e à obtenção de um tempo livre maior”, diz.
Ainda segundo o especialista, há uma percepção de que determinadas atividades já existentes poderão ser executadas virtualmente (ou semipresencialmente), e outras surgirão como necessidade ao atendimento das demandas provocadas pelo avanço tecnológico que já está e continuará afetando esse mercado.
– Desenvolvedores de softwares/Apps: cada vez mais a praticidade, o ganho de tempo e a redução de custos serão necessários;
– Analista de “Big Data”: as informações, cada vez mais intensas e diversificadas, terão de ser analisadas e disponibilizadas aos usuários, e, quando possível, triadas;
– Especialista em nuvem de dados (“Cloud Computing”): a formação histórica de atividades, ocorrências, processos e projetos dependerá de espaços superdimensionados ou ilimitados para arquivamento de informações, acessíveis a qualquer momento.
– Especialista na relação com clientes (virtual/digital): há uma forte tendência das ações mercadológicas e comerciais de se direcionarem (dependendo do segmento de mercado e do tipo de produto e/ou serviço) para uma relação total ou parcialmente virtual.
– Profissionais com especialização no combate a pandemias: as características e consequências da Covid-19 mostraram o quanto a profissionalização nessa área poderá ser fundamental a partir de agora;
– Especialistas em saúde física e mental: serão fundamentais, diante de um mundo cada vez mais estressante, na ajuda às pessoas para alcançarem o tão desejado “equilíbrio biopsicossocial” definido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como a situação ideal de bem-estar.
– Profissionais capacitados para utilizarem o “Sistema 3D”: que contribuirão ainda mais com a eficácia e viabilidade de projetos, dispensando, pelo menos parcialmente, o contato presencial com o cliente.
– Especialistas em gestão de resíduos, reciclagem, novas formas de energia renovável e maior aproveitamento dos recursos naturais: serão imprescindíveis a título de preservação de uma vida saudável.
– Professores plenamente adaptados ao “Modelo Híbrido” de atuação: será fundamental que dominem as ferramentas disponibilizadas pela tecnologia na condução de aulas e eventos afins.
Lauro conclui, destacando algumas competências que deverão ser intensa e continuamente desenvolvidas para se ganhar empregabilidade:
– Automotivação para aprendizagem;
– Criatividade/Inovação;
– Empreendedorismo;
– Saber negociar e resolver conflitos;
– Adaptar-se e lidar com a “Inteligência Artificial”;
– “Soft Skills”: Comunicação (Assertiva e Não-violenta) e Relacionamento Interpessoais, Liderança, Resiliência.
Por FECAP
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