Desde a promulgação da Reforma da Previdência, no dia 13 de novembro de 2019, as alterações relativas ao cálculo dos benefícios acabaram abrindo uma brecha que vem permitindo que o saldo recebido pelos aposentados do INSS tenha um reajuste que chega a quase 250%.
De maneira geral, essa possibilidade permite elevar artificialmente o valor no requerimento de benefícios. Por isso é conhecida como o milagre da aposentadoria. Em algumas situações, o uso da brecha pode inflar o valor do benefício de um salário para algo próximo a R$ 3.800.
Para realizar esse “milagre” o trabalhador faz uma contribuição extra sobre o teto do INSS antes da dar entrada com o pedido da aposentadoria por idade.
A situação é possível, pois após as contribuições após 1994, o trabalhador que vai pedir a aposentadoria, faz uma contribuição sobre o teto do INSS, fixado em R$ 6.433,57 em 2021, onde o teto será considerado como a média.
Nesse contexto, o valor de contribuição para a previdência pode afetar diretamente na sua aposentadoria futura. Uma única contribuição feita pode mudar todo o cenário.
Com a contribuição extra sobre o teto é possível obter um benefício de R$ 3.860,14 — mais que o triplo do valor que conseguiria se não aproveitasse a brecha legal e se aposentasse por idade após completar 65 anos: um salário mínimo (R$ 1.100).
No entanto o governo planeja editar uma Medida Provisória (MP) para acabar com essa possibilidade.
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