Bem Estar
Modelo Híbrido: o queridinho de nove em cada dez profissionais
Com a pandemia, algumas mudanças foram necessárias, principalmente no mundo corporativo, quando foi necessária uma adequação do modelo de trabalho presencial para o modelo remoto.
Após o período pandêmico, as readequações se fizeram necessárias novamente, e um novo modelo foi surgindo, o modelo hibrido, que consiste na alternância entre o trabalho presencial e o remoto.
Pesquisa mundial
O Boston Consulting Group (BCG), realizou uma pesquisa global, detalhando quais são as preferências e comportamentos de trabalhadores de todo mundo em relação ao modelo ideal de trabalho.
Uma das conclusões aponta para uma preferência clara pela forma de presença flexível: nove em cada dez profissionais consideram o trabalho híbrido um fator importante a ser considerado para ficar em um emprego.
Para chegar a essas conclusões, o BCG ouviu mais de 1.500 pessoas de todo o mundo, de diferentes níveis hierárquicos.
Entre os entrevistados, a pesquisa identificou três modelos de trabalho híbrido:
- 21% atuam presencialmente apenas em ocasiões importantes,
- 25% têm dias certos da semana para irem ao escritório,
- 39% vão semanalmente, mas sem dias fixos.
Os outros 15% se dividem entre totalmente remoto ou presencial.
“Antes do COVID, muitas pessoas iam ao escritório todos os dias e, durante a pandemia, o trabalho remoto se tornou o padrão — estamos vivendo a primeira vez em que as organizações precisam dizer aos funcionários qual o formato de trabalho. Não existe uma diretriz única, mas é preciso encontrar um meio-termo onde a produtividade seja considerada, mas o bem-estar dos funcionários também”, afirma Santino Lacanna, sócio e líder da prática de Pessoas e Organização do BCG.
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Uma das conclusões foi referente ao nível de satisfação dos colaboradores com cada modelo de trabalho.
Conforme o estudo do BCG, 99% dos trabalhadores que vão para o escritório apenas em ocasiões pontuais disseram concordar com essa política da empresa, e 95% afirmam estar satisfeitos com o formato.
Entre os profissionais que precisam comparecer ao local de trabalho em dias variados a cada semana, 83% concordam e 82% mostraram satisfação com a forma de trabalho.
Já entre aqueles que têm de trabalhar presencialmente em dias específicos, 77% concordam com o formato definido, e 70% disseram estar satisfeitos com a decisão da organização.
Quanto ao trabalho realizado em cada local, a pesquisa mostra que os entrevistados apresentaram oito vezes mais chances de optar pelo presencial para atividades criativas e de desenvolvimento profissional, em comparação com tarefas que pedem mais atenção, como análises, relatórios e redação, mais eficientes quando realizados remotamente.
“A liderança da empresa precisa mostrar ao colaborador que entende sua função e que valoriza seu tempo, optando por uma ou outra política de flexibilidade”, afirma Santino.
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Diversidade
Outra descoberta do BCG foi em relação à diversidade, equidade e inclusão.
Segundo a pesquisa, cerca de 90% de profissionais pertencentes à grupos minoritários, como mulheres, LGBTQIAP+, entre outros, consideram as opções de trabalho flexível importantes ou muito importantes para ficar ou sair de um emprego.
Ainda, as mulheres mostraram 1,5 vezes mais chances de priorizar a flexibilidade dessa maneira, em comparação com seus colegas do sexo masculino.
Recomendações do BCG
Para empresas que continuam ajustando seu formato padrão de trabalho híbrido, o BCG traz cinco recomendações:
- Alinhar como líderes as necessidades e prioridades da empresa, bem como o grau de liberdade que os gestores e equipes terão para decidir como trabalhar.
- Capacitar os líderes a segmentar o trabalho que suas equipes realizam, e a identificar modelos adequados às necessidades de seus tipos específicos de trabalho.
- Permitir que todos os líderes trabalhem com suas equipes para personalizar ainda mais os modelos de trabalho, de acordo com tarefas específicas, preferências individuais e requisitos da equipe. E que seja flexível com os próprios modelos – eles podem precisar de mudanças semanais à medida que as prioridades profissionais (e pessoais) mudam, por exemplo.
- Investir em facilitadores para os modelos funcionarem, como treinamento para gestores, ferramentas de colaboração (espaço físico e tecnologias) e nos modelos de liderança. O trabalho flexível é algo novo para a maioria das organizações, e requer uma reformulação de como as pessoas trabalham, como os líderes lideram e como todos são apoiados.
- Identificar os KPIs que refletem o que a empresa deseja alcançar. O foco deve estar no impacto: meça a qualidade, a inovação, a produtividade, o crescimento e o envolvimento, em vez de checar passagem do crachá para monitorar os dias no escritório ou as horas on-line.
“A definição do modelo de trabalho híbrido não deve se limitar a um comunicado geral da empresa. Líderes focados no futuro do trabalho precisam dedicar tempo para entender como possibilitar que seus colaboradores tenham o seu melhor desempenho e, assim, criar valor para os negócios”, finaliza Santino.
O estudo completo está disponível, em inglês, no site do BCG.
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