Mudança na CNH entra em vigor em junho e afeta novos motoristas/ Imagem canva pro
A partir do dia 8 de junho o exame toxicológico será obrigatório para quem quiser tirar a CNH, ele deverá ser realizado antes do início dos testes práticos.
A regra vale pra quem vai tirar a primeira CNH nas categorias A e B, moto e carro. A Senatran definiu isso com base na Lei 15.153 de 2025 e na Resolução 1020 do Contran.
Antes dessa mudança, esse tipo de exame era coisa de motorista profissional, quem trabalha nas categorias C, D e E. Agora desceu pra quem ainda vai tirar a primeira habilitação da vida.
Sem o resultado do exame toxicológico em mãos, o candidato não consegue nem agendar a consulta com o médico do Detran. O sistema não deixa passar. Ou seja, o laboratório virou portão de entrada obrigatório pra tudo que vem depois.
Detalhe que não pode ser ignorado: o resultado tem validade de três meses. Quem fizer o exame e demorar pra continuar o processo pode chegar na etapa médica com o prazo vencido. Aí precisa repetir.
Bafômetro mede o que tem no sangue agora. O exame toxicológico faz outra coisa: rastreia o histórico de consumo ao longo do tempo.
O candidato pode estar completamente sóbrio na hora da coleta e ainda assim ter resultado positivo se usou alguma substância semanas antes.
O que o teste procura é padrão de comportamento. Uso recorrente de cocaína, maconha, anfetamina, metanfetamina, ecstasy, opioides, opiáceos.
Também entra na lista os famosos “rebites”, estimulantes que caminhoneiros usam pra aguentar longas viagens sem dormir.
Deu positivo, a CNH não sai. Só depois de apresentar novo exame com resultado negativo o processo pode voltar a andar.
Quem faz tratamento com medicamento que contenha anfetamina ou opioide na fórmula precisa informar isso ao laboratório antes da coleta.
A composição de alguns remédios prescritos pode interferir no resultado e gerar um positivo que não tem nada a ver com uso de droga ilícita.
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