Negócios
Multicanalidade: Quando o consumidor muda as empresas precisam mudar também

Estudos mostram que preferência do consumidor por compras digitais deve permanecer mesmo com o fim da pandemia.
Para consultor empresarial, momento exige das empresas adaptação no formato de atendimento e investimento em novos formatos para garantir vendas
Mesmo após a reabertura gradual do comércio em boa parte do país, muitos consumidores seguem cautelosos com as compras que exigem presença física.
É o que apontam diversos estudos sobre comportamento e consumo, como o da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).
No levantamento da entidade, 80% dos participantes disseram que darão preferência ao online neste período.
Para o consultor empresarial Roberto Vilela, este formato deve seguir e a digitalização será uma realidade muito mais presente na rotina das empresas.
“O consumidor precisou adaptar seus hábitos durante a quarentena e percebeu que é muito fácil e prático comprar e receber em casa, através de canais digitais.
Isso tende a ser cada vez mais comum no futuro próximo e vai exigir das empresas um esforço extra na adaptação ao atendimento multicanal”, destaca.
Segundo Vilela, o momento exige dos negócios um esforço extra para garantir a continuidade da venda.
“Muitas empresas ainda não tinham uma veia digital e estão sofrendo para manter a rentabilidade.
Quem já vinha investindo em vendas através de redes sociais, apps de mensagens instantâneas para a comunicação com o cliente sofreu menos com o impacto da pandemia”, avalia.
Reduzir as perdas e manter o negócio ativo vai depender, em boa parte, da atitude da empresa neste momento.
“Tenho apoiado muitos negócios na construção de novas estratégias comerciais, mas uma coisa é muito clara: o consumidor estará ainda mais exigente e vai prezar por mais facilidade e conforto.

O vendedor precisa estar disposto a atender pedidos através de seu smartphone e a empresa deve criar novos canais de relacionamento: redes sociais, apps de mensagens, site que integre atendimento, delivery. tudo isso precisa fazer parte dos negócios que queiram sobreviver à crise”, salienta o consultor.
Novos hábitos já são registrados no mercado
Segundo o estudo Marco de Hábitos de Consumo Pós-Covid-19, da agência de comunicação Marco com diversos países, entre eles o Brasil, 76% dos cidadãos mudaram definitivamente seus hábitos de compras. Entre os participantes brasileiros, 56% disseram ter consumido online na quarentena.
Para as empresas, o desafio dessa tendência acelerada pela pandemia e garantir o relacionamento de ponta a ponta. A entrega, por exemplo, é um ponto que precisa ser repensado.
O levantamento da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo mostrou que pelo menos 11% dos consumidores desistiram da compra por conta do tempo para recebê-la. “Há uma série de desafios que precisam ser encarados pelas empresas.
A pandemia escancarou muitos problemas nos negócios e a falta de planejamento é um deles. Cabe a empresa rever neste momento seu formato de atuação e contar com o apoio de profissionais para estruturar o negócio em todas as frentes, do atendimento à entrega.
Quem realizar um bom processo do início ao fim sairá da crise fortalecido e com um relacionamento muito mais duradouro com o consumidor”, finaliza Vilela.
Por Roberto Vilela, especialista nas áreas de gestão e estratégias comerciais
Contabilidade4 dias agoJustiça suspende aumento de imposto para empresas do Lucro Presumido
Reforma Tributária4 dias agoReforma Tributária e notas fiscais: mudanças a partir de agosto
Contabilidade2 dias agoSenado simplifica regime tributário de profissionais liberais
INSS3 dias agoBolso cheio: INSS divulga as datas de pagamento do mês de julho
Reforma Tributária2 dias agoConheça as opções de tributação que a Reforma trouxe para as empresas do Simples Nacional
MEI3 dias agoGoverno libera R$ 2 bilhões em garantias de crédito para MEIs e caminhoneiros comprarem veículos
Reforma Tributária4 dias agoRegra de validação do IBS e da CBS entra em testes no ambiente de homologação da SVRS
Reforma Tributária4 dias agoNova fase da Reforma Tributária exige adequação digital das empresas

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.