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CGPE: Nova linha de crédito com o esgotamento do Pronampe

Autor: Gabriel Dau

Publicado em

Ainda lidando com os impactos dos meses de paralisação por conta da pandemia, as micro, pequenas e médias empresas dependem de iniciativas governamentais para manter funcionários e os negócios operando.

O anúncio do Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas – CGPE (MP 992), para amparar essas empresas, chega em um momento em que a MP 927 (que alterou leis trabalhistas) perde a validade e o Programa de Apoio às Empresas de Porte Pequeno (Pronampe) teve sua verba esgotada em menos de um mês.

Para o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Rio, Samir Nehme, o novo modelo de financiamento irá preencher uma lacuna deixada pela indisponibilidade dos recursos do Pronampe.

“É uma ótima iniciativa. Os recursos do Pronampe esgotaram rapidamente e muitas permanecem desamparadas. Nós, profissionais da contabilidade, que orientamos e operacionalizamos esses créditos, percebemos que ainda existe uma baixa oferta e altíssima demanda, para que as empresas consigam sobreviver e retomar seu crescimento diante da flexibilização do isolamento social. Foram mais de três meses com atividades reduzidas ou paralisadas, então esses recursos são fundamentais para dar fôlego financeiro” defende Nehme.

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Em uma pesquisa realizada no último mês pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ) no Estado do Rio de Janeiro, 81,9 % dos consumidores entrevistados têm priorizado estabelecimentos de pequeno e médio porte desde o início da pandemia.

Ainda assim, o impacto da crise é maior para esse porte de negócio.

Segundo Samir, enquanto empresas maiores possuem reserva financeira e fluxo de caixa, essas linhas de crédito fornecem para as empresas os recursos para honrar com a folha de pagamento e garantir a oferta de capital de giro.

“Mesmo com o retorno progressivo das atividades, alguns setores permanecem muito afetados pela pandemia, como bares e restaurantes, além das academias e as instituições de ensino. Esses empresários estão se esforçando ao máximo para manter o quadro de funcionários, mas tem sido frustrante para muitos tentar financiamentos e ter a negativa dos bancos” conta.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reconhece que a oferta de recursos esteve aquém da demanda por empréstimos. 

Até o momento, o setor bancário destinou R$ 200 bilhões nos financiamentos para micro e pequenas empresas.

Aumento de verbas para o Pronampe

A expectativa para esta semana é a de que passe na Câmara proposta aprovada pelo Senado de aumentar as verbas do Pronampe, com o redirecionamento de recursos do programa de financiamento de salários, já que apenas R$ 4,5 bilhões dos R$ 40 bilhões foi aproveitado.

Enquanto o Pronampe não oferece mais recursos, os empresários aguardam a resposta dos bancos ao Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas – CGPE, já que, nesta nova linha de crédito anunciada pelo Banco Central, a burocracia na apresentação de documentos é menor, e foram ampliadas ainda as possibilidades de garantia apresentadas às instituições financeiras.

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