Nova tabela do IR 2026 o que muda no salário, aposentadoria e rotina contábil / Imagem canva pro / editado por Jornal Contábil
O ano de 2026 começa com novidades para os trabalhadores. O salário mínimo foi corrigido em 6,79%, passando de R$ 1.518 para R$ 1.621 desde ontem. Além disso, também passou a vigorar a nova faixa de isenção do Imposto de Renda (IR).
A partir deste mês, quem recebe até R$ 5 mil mensais deixa de pagar Imposto de Renda e não terá o desconto em folha a partir de fevereiro. A medida, sancionada no fim de 2025, deve beneficiar 15 milhões de contribuintes que deixarão de prestar contas ao Leão.
A nova estrutura cria, na prática, um sistema dual de tributação, com regras distintas para quem ganha até R$ 7.350 e para quem possui rendimentos superiores a esse patamar.
A partir de agora, o cálculo do imposto passa a ser dividido pelo nível de renda:
1. Para quem ganha até R$ 7.350
Nesta faixa, o governo aplicou um redutor progressivo. Quem recebe até R$ 5 mil fica totalmente isento. Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto que diminui linearmente à medida que o salário aumenta. Ao atingir o teto de R$ 7.350, o benefício da nova isenção zera, e o contribuinte passa a seguir a regra geral.
2. Para rendas acima de R$ 7.350
Para este grupo, as alíquotas e as faixas da tabela geral da Receita Federal permanecem inalteradas, conforme a estrutura abaixo:
| Rendimento Tributável | Alíquota |
| Até R$ 2.428,80 | Isento |
| De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 | 7,5% |
| De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 | 15,0% |
| De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 | 22,5% |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% |
A renúncia fiscal estimada com a nova isenção é de R$ 31,2 bilhões. Para compensar essa perda e manter o equilíbrio das contas públicas, o governo instituiu uma tributação sobre a alta renda, visando arrecadar R$ 34,1 bilhões.
As novas regras para contribuintes com rendimentos elevados incluem:
Cerca de 141 mil contribuintes devem ser atingidos pelo imposto mínimo. O cálculo somará lucros e dividendos, mas preservará isenções históricas como rendimentos da poupança, títulos de infraestrutura (LCI e LCA), indenizações e aposentadorias por doenças graves.
O trabalhador sentirá a mudança já no primeiro contracheque de 2026. A Receita Federal orienta que as empresas atualizem seus sistemas de folha de pagamento para aplicar a nova sistemática de retenção na fonte.
Para quem ganha até R$ 5 mil, o desconto do IR, que antes poderia comprometer centenas de reais, deixará de existir.
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