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O Ministério da Economia estudar liberar o novo corte de jornada e salário para as empresas por mais quatro meses. Em troca do corte, os empregados deverem receber uma compensação pela perda. Onde metade do valor deve ser custeado pelo governo e a outra metade será uma forma de antecipação do seguro-desemprego.
Porém, caso o trabalhador seja demitido após o fim do período de estabilidade previsto no programa, o mesmo não terá direito ao valor ao qual fora antecipado pelo seguro-desemprego, valor que seria descontado do total a ser recebido.
Além disso, o governo federal quer que após o período do programa de redução de salário e jornada, possa haver a estabilidade do emprego pelo mesmo período de corte, ou seja, por até quatro meses. O formato será o mesmo do programa ao longo de 2020.
Até o momento a proposta elaborada pela equipe econômica do governo, prevê uma redução do benefício pago ao trabalhador demitido sem justa causa logo após o período de estabilidade. Vale lembrar que o desconto dependerá de quanto foi sacado no período de corte.
Atualmente o valor do seguro-desemprego pode variar de um mínimo que é um salário mínimo, ou seja R$ 1.100 a um teto de R$ 1911,84, que é pago entre três a cinco parcelas, dependendo do tempo trabalhado bem como de quantas vezes o trabalhador já solicitou o benefício.
Em casos mais extremos, onde ocorrer a suspensão temporária do contrato de trabalho, o seguro-desemprego a ser recebido no fim do programa de corte cairia para um período de um a três meses, pois duas parcelas integrais devem ser antecipadas.
A Medida Provisória que permitirá o corte de salário e jornada deve ser publicada ainda este mês de março. Uma medida provisória passa a vigorar imediatamente, contudo, precisa do aval do Congresso em 120 após a publicação.
Entenda como deve funcionar o novo programa de corte de jornada e salário:
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