Novo Recorde! 77,9% das famílias brasileiras estão endividadas

Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Bens, Serviços e Turismo (CNC), o numero de famílias brasileiras endividadas bateu recorde, 77,9% das famílias do país estão endividadas. Este é o nível mais alto desde o início da sequência histórica da pesquisa, iniciada em 2011.

A inadimplência também bateu recorde, atingindo 28,9%. Isso significa que três em cada dez famílias atrasarão o pagamento em 2022, segundo a pesquisa. Esse número é 3,7 pontos percentuais maior do que em 2021.

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Principais motivos para o alto endividamento

A pesquisa cita alguns fatores que levaram ao aumento do endividamento. O primeiro deles foi a necessidade das famílias diante da pandemia.

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Também o efeito deste período sobre o emprego e o fechamento dos negócios. Outro motivo citado é a retomada do consumo depois do lockdown, que foi reprimida com as medidas sanitárias contra a Covid.

Outro ponto citado foi as inovações tecnológicas dos meios de pagamento, e suas facilidades, como o PIX por exemplo.

Os principais vilões com relação ao endividamento, foram o cartão de crédito, responsável por 86,6% das dívidas, os carnês representam 19% e o financiamento de carros com 10,4%.

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Inadimplência X faixa de renda

Apesar de apontar que houve aumento do endividamento em todas as classes de renda, os mais pobres são os mais afetados, a parcela de famílias endividadas nesta faixa chega a 80%.

Os mais pobres foram os mais afetados pelo aumento da taxa básica de juros Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano, outro fator que atinge diretamente essa faixa é a recessão no mercado de trabalho devido a pandemia.

Para cada dez famílias no país, três estão atrasadas no pagamento de suas dívidas (28,9%). A parcela de famílias incapazes de pagar suas dívidas no vencimento dobrou em relação a 2014, o ponto mais baixo da série, atingindo 10,7%.

Segundo a pesquisa, 43% dos consumidores inadimplentes estão com suas dívidas atrasadas há mais de 90 dias.O nível de inadimplência varia muito de acordo com o grupo de renda.

Entre as famílias de menor renda, a parcela com contas em atraso chega a 32,3%. Entre os de maior renda, o percentual é de 13,3%.

Esther Vasconcelos

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