News Yahoo
O declínio do “camisa 10” e a gestora de investimentos do futuro

*Por Raquel Camanho, da GEO Capital, gestora brasileira com foco em investir, exclusivamente, em ações globais fora do País
Houve um tempo em que a descoberta de uma jazida de ouro dependia de um desbravador. Era comum aquele sujeito que tinha o “faro” e, por conhecimento, instinto ou mesmo sorte era o responsável por encontrar o que seria fonte de riqueza por anos e anos. Com a exploração da área e o desenvolvimento da sociedade, esse personagem começou a perder relevância e os processos e recursos tecnológicos ganharam espaço nessa “corrida ao tesouro”.
Após essa derrocada, a primeira pergunta que costuma vir à cabeça é se, com essa mudança de comportamento -se assim podemos dizer-, os ganhos e a quantidade de ouro a ser explorada pós desbravadores foi reduzida. Eu tenho certeza que não. No período colonial, a máxima anual de extração de ouro era de cerca de 15 toneladas, enquanto só em 2011, o País já chegou a produzir legalmente mais de 65 toneladas (DNPM).
Costumo levar essa metáfora para a realidade atual do mundo dos investimentos. Ainda hoje, é comum que o sucesso de um fundo seja atribuído exclusivamente a uma pessoa, aquele “camisa 10” que descobre a “fonte de ouro” e consegue, por atributos próprios, a forma de ganhar dinheiro alocando recursos no momento e lugares certos.
Não que eu veja essa tendência como negativa, mas acredito que a gestão desse negócio pode ir muito além de um desbravador, de uma única “cara”. Hoje a quantidade de ativos é infinita e as possibilidades também. A importância da tecnologia, dos processos e do olhar de um time pode ser muito mais relevante para garantir o sucesso de uma gestora.
Em primeiro lugar, acredito que a alta tecnologia tem papel fundamental na análise do mercado financeiro. Por meio dela é possível não só facilitar a análise de ativos, pela automatização por exemplo, como melhorar o processo de ordem sistemática. A quantidade de informação é infinita e impossível de ser filtrada apenas pela mente humana.
No entanto, nem só dela podem partir as decisões. Em um mundo em que a diversidade é pauta (ainda bem), um time qualificado e heterogêneo faz toda a diferença. Acredito na análise qualitativa como diferencial, mas que esta seja feita por mais de uma “cabeça”. A ideia de que um gênio sozinho é responsável pelo sucesso começa a perder espaço, fazendo com que as características individuais, mas unidas em um time ganhem importância.
Por último, assim como o conhecimento definiu processos para a exploração de ouro, também vemos a democratização das informações sobre mercado. Focar nos objetivos e definir estratégias é essencial para o sucesso de qualquer gestão que trabalha por resultados. Mas o fato deste estar aberto a todos não implica na redução do lucros, assim como aconteceu no longo e contínuo processo da busca por esse metal precioso.
Fique Sabendo5 dias agoProjeto dobra pena para motoristas condenados por morte no trânsito
Simples Nacional4 dias agoReforma Tributária cria novo desafio para empresas do Simples Nacional
Contabilidade3 dias agoe-BEF: Regras e obrigatoriedade da nova obrigação acessória
Imposto de Renda3 dias agoReceita faz pente-fino e cobra R$ 238 milhões de devedores do Imposto de Renda
Contabilidade3 dias agoContador para abrir CNPJ é necessário?
CLT4 dias agoA partir de terça, trabalhador pode usar o FGTS para quitar dívida no Desenrola 2.0
INSS3 dias agoINSS inicia pagamentos da 2ª parcela do 13º para aposentados e pensionistas
Imposto de Renda3 dias agoFim da Dirf e transição para o eSocial geram falhas no Imposto de Renda

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.