O impacto da economia de compartilhamento no mundo dos negócios

O que faz uma ideia ser disruptiva? Bem, é possível dizer que ideias disruptivas são um tanto quanto inovadoras, justamente porque trazem um novo sentido aos negócios – algo que foge à expectativa, rompe barreiras, transforma toda a concepção do mercado – e, quando elas tomam forma, acabam por criar um mercado todo para si mesmas.

A economia de compartilhamento é um desses exemplos disruptivos tão consolidados que já funcionam por si mesmos em seus próprios mercados.

Em linhas gerais, o conceito diz respeito à prática e/ou tendência de dividir uma compra ou o uso de um produto, ou seja, é mais ou menos o que acontece no caso da Uber e do Airbnb: há um serviço compartilhado por outras pessoas para dividir despesas.

Muito crescente na última década, a economia de compartilhamento representa também uma evolução no modelo atual de oferta e demanda.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

Afinal, se antes a compra se dava em prol da posse de um bem ou serviço, hoje ela é muito mais baseada na ideia de experiência compartilhada – algo que incentiva não apenas o contato social entre as pessoas, mas também traz a promessa de um preço monetário mais baixo.

E, com toda essa mudança, o mundo dos negócios passa a ser inevitavelmente afetado.

Um novo modelo de negócios

Se todo o projeto de economia de compartilhamento está baseado na experiência de várias pessoas, há a necessidade de uma reestruturação na maneira de fazer negócios, bem como oferecê-los à sociedade.

E essa preocupação já é urgente: dados do Sebrae mostram que, até 2025, a economia compartilhada renderá mais de US$ 335 bilhões em receitas em todo o mundo. 

Dessa forma, a ideia disruptiva vem exatamente pautada na transformação dessa nova tendência: como transformar os mercados atuais e consolidados em modelos de negócio que usem a economia compartilhada? Mais do que isso, como aproveitar esse modelo, sem destroçar um anterior?

A grande verdade é que essas perguntas ainda não têm uma resposta exata. Mas as novas ideias, as inovações do mercado, vêm apresentando alternativas de como usar esse tipo de economia nos negócios, a partir da aceitação de que esse é um modelo que vem para ficar.

É o caso da Uber, que cresceu de forma exponencial no Brasil. Para se ter ideia, a cidade de São Paulo é a que mais faz uso do aplicativo, segundo dados do Datafolha.

E foi exatamente por usar a economia de compartilhamento que ela se tornou uma das plataformas mais usadas por aqui e movimentou outros mercados, como o aluguel de carros para aplicativos SP, que também cresceu para acompanhar essa demanda.

Algo semelhante aconteceu com o Airbnb: o compartilhamento foi essencial não apenas para enxergar uma nova maneira de fazer negócios no setor hoteleiro, mas também para trazer alternativas ao consumidor que demandava inovação à categoria.

Essas grandes ideias disruptivas, em especial as que usam esse novo modelo de negócio baseado na economia de compartilhamento, encontram nesse cenário um espaço promissor para prosperar. A grande dúvida é: o mercado está disposto a se adaptar a elas?

Gabriel Dau

Postagens recentes

Comitê da NFS-e prorroga prazo de adequação e publica novos ajustes no DANFSE

Contribuintes ganham prazo para se adaptarem às novas regras do documento fiscal eletrônico.

9 horas atrás

Banco Central abre nova rodada de saques de R$ 6,2 bilhões esquecidos

Governo alerta para golpes e reforça que consulta e resgaste são gratuitos e feitos apenas…

10 horas atrás

O Raio-X do Fisco: Quanto o Campeão da Copa do Mundo vai deixar em impostos?

Para além das medalhas e da icônica taça, o título da Copa do Mundo de…

11 horas atrás

Saiba como a taxa mensal do MEI garante certos benefícios do INSS

Com investimento baixo, microempreendedor individual tem acesso à rede de proteção social do governo.

12 horas atrás

Câmara cria política nacional para impulsionar negócios liderados por mulheres

Proposta “Mulheres em Movimento” prevê incentivo financeiro para começar do zero

13 horas atrás

Senado aprova aposentadoria com idade mínima para agentes de saúde

Mulheres poderão se aposentar aos 57 anos e homens aos 60 após 25 anos de…

15 horas atrás