O que fazer com o 13º? Investir ou quitar dívidas?

Sim, finalmente o tão esperado dinheiro extra apareceu nas contas dos trabalhadores sob regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) no último dia 30 de novembro. Trata-se do 13º salário. Essa é a primeira parcela que vem sem descontos e a outra parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro.

Com isso, muitos brasileiros já devem estar pensando qual destino dar a esse recurso, seja para quitar dívidas, aproveitar promoções para as compras de Natal ou para investimentos.

Segundo os especialistas, investir a primeira parcela do 13º em renda fixa pode ser uma boa ideia. Esta é uma boa pedida principalmente para aqueles que estão construindo patrimônio.

Quem pensa em investir esse valor do salário extra, pode garantir algo no futuro, como um fundo reserva, comprar um bem ou ter uma vida financeira estável a longo prazo.

Quitar as dívidas ou investir?

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A expectativa é investir, mas a realidade nem sempre é assim. Isso porque são mais de 62 milhões de brasileiros com “nome sujo”, segundo dados do Serasa. Os especialistas lembram que no Brasil poupar é uma realidade para poucos, principalmente hoje em um momento de inflação descontrolada. O ideal é que o brasileiro tenha uma planilha detalhada de gastos na qual separe no mínimo 10% para investir ou poupar e viva com os 90% restantes.

Mas no cenário atual não é fácil, principalmente porque além das despesas regulares, o brasileiro se depara com as despesas extraordinárias. Com isso, o ideal é pagar as dívidas, até porque normalmente os juros que elas acumulam são maiores do que os rendimentos que o investidor teria se investisse o dinheiro extra em algum ativo.

Além disso, o pagamento das dívidas é o primeiro passo para a pessoa se tornar investidora e conseguir construir uma reserva de emergência.

Mas, se a opção foi investir, vamos ao próximo tópico.

Como investir o 13º em renda fixa?

Antes de mais nada, é importante o investidor conhecer seu perfil de investidor. Têm pessoas que são mais conservadoras e outras mais arrojadas. Portanto, antes de fazer qualquer coisa, é preciso saber qual o seu intuito.

Após conhecer o seu perfil, é necessário entender o tipo de título que deseja investir, seja público como Tesouro Selic ou privado como um CDB. Depois, deve-se definir se o título terá uma remuneração pré fixada, pós-fixada ou indexada à inflação e escolher o prazo de aplicação (curto, médio ou longo prazo).

Com a alta da inflação, os especialistas acreditam que os ativos indexados ao IPCA estão mais atrativos. Dentre as possibilidades do mercado financeiro estão:

  • Títulos Prefixados: Ele te dá ao certo o rendimento do período. Se o título for de 13% no período, o investidor irá embolsar 13% no período independente do cenário macroeconômico. Exemplo: Tesouro Prefixado, Letra de Câmbio (LC) e Certificado de Depósito Bancário (CDB).
  • Títulos Pós Fixados: Ele está sempre atrelado a um indexador. No caso do indexador ser a Taxa Selic por exemplo, se ela subir esses títulos vão subir. No nosso cenário atual, onde a política é de alta de juros, esse é um investimento muito procurado. São eles: Tesouro Selic, CDB, Letra de Câmbio Imobiliário (LCI), Letra de Câmbio Agronegócio (LCA) e Letra de Câmbio (LC).
  • Títulos Híbridos: Ele tem uma parte fixa e outra variável. São muito procurados por investidores que querem ter um ganho real, ou seja, acima da inflação. Se o investidor optar por um Tesouro direto IPCA + 5% por exemplo, ele vai render os 5% + a inflação do período. São eles: Tesouro Direto IPCA+, CDB, LCI, LCA, LC, CRI(Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA(Certificado de Recebíveis de Agronegócio).

Portanto, existem meios para investir a primeira parcela do 13º em renda fixa, mas antes de tudo é necessário pagar os débitos para que não se torne uma bola de neve e assim a pessoa consiga ingressar no mundo de investimentos sem nenhuma dívida.

Sugerimos que, caso queira investir, converse com o gerente da sua conta bancária ou com um economista a fim de melhor orientar.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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