Os impactos das eleições presidenciais americanas no Brasil

A corrida pelas eleições presidenciais americanas, tem dominando as principais manchetes pelo mundo, e com razão.

Está em jogo a eleição do próximo homem mais poderoso do mundo, o novo líder político da maior economia do planeta.

Por se tratar dos Estados Unidos, qualquer decisão trará impactos nos outros países, e com isso o mercado mundial sofre com as incertezas dos possíveis resultados.

As eleições já acabaram, os votos estão sendo apurados e são muitas especulações.

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Apesar desse momento ser um evento mais que especial, pois as votações via correio aumentaram, devido à pandemia, e por dar um breve fôlego na crescente desvalorização da moeda do Brasil, que já acumulou 35% da perda do valor diante ao dólar, qualquer resultado trará de alguma forma uma incerteza nos investimentos daqui.

Biden tem projetos mais rígidos com a política ambiental, e a imagem negativa que nós temos mundo afora em relação a isso pode afetar as relações do candidato com investidores.

Caso ele seja eleito, seria necessário que o Brasil se adequasse com multas mais rigorosas para desmatamentos e queimadas, principalmente na floresta amazônica, o que pode ser muito improvável, considerando a opinião de empresários e políticos.

Em contrapartida, seus ideais de multilateralismo seriam muito bons, já que nós exportamos produtos para diversos países, gerando uma boa parte de nossa economia interna.

Ao contrário de Trump, que protege mais a entrada de recursos vindo de fora dos Estados Unidos e que já gerou uma preocupação em grandes produtores por conta das sobretaxas.

Trump, em sua vez, é mais liberal em relação às pressões ambientais, e nesse quesito o Brasil sofreria menos impacto.

De qualquer forma, haverá impactos consideráveis, e será preciso mudanças e adequações para não ficarmos em uma constante incerteza no mercado econômico.

Por: Caio Mastrodomenico, CEO da Vallus Capital.

Gabriel Dau

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