Os impactos da privatização dos Correios nos setores da economia brasileira

A privatização dos Correios é um dos assuntos mais importantes do Brasil no atual momento, já que a mudança causará impacto na vida de empresários, além de diversos consumidores.

De acordo com a proposta do Ministério da Economia, que deverá passar pela aprovação da Câmara dos Deputados em agosto, a União irá se desfazer de 100% do capital da empresa. 

Apesar de polêmico, é importante que a sociedade entenda e absorva o tema. Diversos setores serão impactados, como o e-commerce, já que o Correios é, atualmente, o principal pilar do comércio eletrônico brasileiro.

A empresa federal conta com mais de 100 mil funcionários, é o maior operador logístico da América Latina e alcança cerca de 5,5 mil municípios brasileiros.

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Pensando no tamanho da estrutura, não há dúvidas de que o setor de vendas online sofrerá com a mudança.

De acordo com Cláudio Dias, COO do Magis5, Hub de Integração e Automação para vender em marketplaces, de todos os municípios brasileiros, somente cerca de 200 geram lucros na operação logística e todo o restante da prejuízo.

“Acredito que é importante nos perguntarmos se uma empresa privada assumirá essa operação de forma que garanta o recebimento das entregas em todo o Brasil. Afinal de contas, isso significa que 95% de sua operação não é lucrativa, porém, democrática, e de necessidade pública”, explica. 

Como concorrer com as gigantes do mundo, a citar Amazon, Mercado Livre e Loggi, todas com uma logística eficiente e entendendo que ela é o diferencial para esse mercado?.

“É com essa base que, na minha opinião, precisamos, sim, privatizar os Correios. Focar em uma gestão ágil, agressiva, onde os resultados que vão determinar a permanência de um colaborador e não a estabilidade de um órgão público”, diz Denny Mews, CEO da CargOn, logtech que atua como operador logístico digital, e especialista em Transporte de Cargas. 

“Não existe a condição de, hoje, os Correios serem competitivos a médio/longo prazo com os novos entrantes. Então, é preciso que o comprador continue atendendo regiões remotas onde nenhum outro serviço chegue e garantir esse tipo de serviço aos brasileiros”, finaliza o executivo.

Gabriel Dau

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