Outubro Rosa: reconstrução mamária como aliada na autoestima feminina

Estamos no mês do Outubro Rosa que é um mês dessa campanha sobre a conscientização para alertar mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

Um dos temas que abrange o câncer de mama, é a reconstrução mamária necessária em alguns casos. Isso porque depois de toda a luta para vencer a doença, muitas pacientes enfrentam a mastectomia. Ou seja: a retirada total ou parcial da mama, que ocorre para diminuir o risco de desenvolvimento do câncer novamente.

Passar por essa cirurgia mexe muito com a autoestima feminina e acaba deixando muitas mulheres para baixo. Com isso, a reconstrução mamária pode ser uma forma de devolver a elas sua autoestima, em qualquer idade.

Esta reconstrução pode ocorrer com prótese de silicone, se houver preservação da pele, pois, na maioria das vezes quando ocorre a retirada maior de pele. Existe uma alternativa que é o uso de um expansor mamário, que é basicamente uma espécie de bexiga de silicone. Coloca-se abaixo do músculo do peito. 

Contudo, vejamos mais detalhes na leitura a seguir. Acompanhe!

Leia também: Outubro Rosa: Veja Como Funciona A Cirurgia De Reconstrução Mamária

Quais são os tipos de reconstrução mamária?

Um tipo de reconstrução mamária usa implantes mamários – próteses de silicone preenchidas com gel de silicone ou água salgada (solução salina) – para remodelar seus seios. No segundo tipo, a prótese vai sendo preenchida com várias injeções de solução salina até conseguir o tamanho desejado para o seio.

A reconstrução mamária com cirurgia de abas é um procedimento complexo, em que grande parte da reconstrução da mama usa o próprio tecido do corpo do paciente e pode ser feito no momento da mastectomia, embora, às vezes, possa ser feito como um procedimento separado mais tarde. 

A paciente, provavelmente, vai acabar precisando de outra operação para conseguir um seio de aparência natural ou para fazer a reconstrução do mamilo.

Reconstrução do mamilo e da aréola

Depois da cirurgia inicial com um implante ou com o tecido da paciente, o mamilo e a aréola podem ser reconstruídos. Um monte de tecido é feito de uma pele próxima para criar um mamilo, que, então, recebe uma coloração tatuada.

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Todas as mulheres têm direito à reconstrução?

Pela lei, todas as pacientes que passaram pela retirada do seio têm direito à reconstrução imediata na mesma cirurgia. Todavia, infelizmente, isso ainda não é uma realidade. 

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem a obrigação de oferecer a reconstrução dos seios, mas, de acordo com o Banco de Dados do SUS (Datasus), em todo o país, apenas 5% das pacientes que retiram a mama em consequência do câncer conseguem voltar ao centro cirúrgico para a reconstrução do seio. 

A realidade é que muitas mulheres aguardam na fila pela cirurgia por tanto tempo que acabam perdendo a esperança.

Se você deseja fazer a reconstrução e não for possível realizá-la em conjunto com a cirurgia de retirada da mama, procure o posto de saúde. Lá, você deve solicitar o procedimento. E se, ainda assim, for negado, ou em caso de demora excessiva, você deverá procurar a Defensoria Pública para garantir seu direito à reconstrução.

E não esqueça da importância da prevenção do câncer de mama. Há muito mais chance de cura e, também, de um resultado estético melhor quando o diagnóstico ocorre com antecedência. Faça todos os exames necessários. 

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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