Não há como questionar o choque econômico e operacional proporcionado pela chegada do novo coronavírus, principalmente se contextualizarmos a discussão sob a ótica de pequenas e médias empresas.
Pensando em oferecer meios para auxiliar a contenção de gargalos ocasionados pelo período de pandemia, ações governamentais foram conduzidas em prol da estabilidade de um segmento extremamente importante para a manutenção de empregos e o próprio andamento da economia nacional.
Para se ter uma ideia, as micro e pequenas empresas representam 99% do total de empresas existentes no Brasil, além de serem as que mais contratam, segundo um levantamento feito pelo Sebrae.
A situação vivida atualmente é atípica e resultante de um acontecimento inesperado. Por isso, agora, devemos extrair ao máximo as lições herdadas deste período, levando em consideração todo o processo de adaptação por parte das empresas.
Como agente conciliador de informações relevantes, a tecnologia simboliza um caminho repleto de oportunidades proveitosas para o pós-pandemia.
Projetando os próximos meses, torna-se necessário empregar uma visão abrangente sobre métodos de se potencializar o desempenho empresarial com o uso inteligente de recursos analíticos, fundamental para a retomada dos pequenos negócios.
Durante o ápice da pandemia, em que pouco se sabia sobre como as empresas deveriam se comportar, a questão acerca das PMEs, pequenas e médias empresas, foi, sem dúvidas, uma das mais preocupações em termos econômicos.
Claro, nada se equipara à crise sanitária e de saúde pública que ainda perdura em nosso país.
Para se ter uma dimensão, em julho desse ano, uma pesquisa do Sebrae mostrou que cerca de 31% das pequenas empresas do Brasil tiveram de mudar o funcionamento e se adaptar para manter a saúde financeira.
Recentemente, a segunda etapa do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) anunciou que irá ofertar R$12 bilhões em financiamentos para atender aos pequenos negócios que encontram dificuldades devido à Covid-19.
Para ter acesso ao crédito, o empreendedor poderá buscar o suporte em bancos públicos como a Caixa e o Banco do Brasil, assim como instituições financeiras regionais.
Dentro desse cenário, pensando essencialmente na sustentabilidade dos negócios, existem soluções inovadoras adaptáveis ao tamanho e à realidade enfrentada por cada organização, suprindo lacunas características de empresas menores.
A automação de operações traz benefícios exponenciais para a produtividade dos profissionais envolvidos no cotidiano de trabalho, mas esse não é o único ganho.
Ferramentas de automatização conversam com a captura assertiva de dados. Na retomada do crescimento e busca pela expansão mercadológica, o desempenho interno passa por uma compreensão ampla sobre o uso inteligente de informações disponíveis, criando uma cultura de mudança no mindset dos times que lidam com tomadas de decisões rotineiras e decisivas para a continuidade do negócio.
Atualmente, o espaço para decisões equivocadas e operações ineficazes está cada vez menor. Se considerarmos a situação compartilhada entre as pequenas e médias empresas, o tema torna-se ainda mais delicado.
Com a digitalização de processos, a extração de valor dos dados obtidos contribui para uma performance embasada por insights relevantes, angariados por meio de um trabalho de Business Intelligence (BI) completo.
Dessa forma, reconhecer a tecnologia como grande aliada dos negócios é uma parte significante da transformação digital e sua influência sobre o empresariado, mas sem uma interpretação humana respaldada por referenciais analíticos, a utilização da inovação mostra-se incompleta no ambiente corporativo.
Também vale apontar que, antes, era comum encontrarmos um cenário tecnológico desfavorável para as PMEs, mas, com todos os avanços obtidos nos últimos anos, hoje o contexto é outro e os recursos existentes potencializam negócios de diferentes tamanhos e segmentos.
Encerro o artigo direcionando as atenções para os desafios enfrentados PMEs. Com o auxílio pontual de órgãos oficiais e o uso inteligente de soluções inovadoras, o futuro pós-pandemia reserva boas perspectivas de crescimento e posicionamento no mercado. Mas é fundamental aderir, de fato, ao processo de transformação digital e modernizar sua estrutura corporativa.
Por Guilherme Tavares é CEO do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) do Grupo Toccato, especialista em Gestão Empresarial, com pós-graduação em Marketing e Geoprocessamento e graduação em Publicidade e Propaganda.
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