CLT
“PEC do Emprego” propõe substituir imposto sobre salários por alíquota sobre o faturamento
A proposta sugere a substituição da atual contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários por uma taxa única

Uma nova proposta de reforma no sistema previdenciário brasileiro começa a ganhar corpo no Congresso Nacional. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2026, apelidada de “PEC do Emprego”, sugere uma mudança estrutural no financiamento da Previdência Social: a substituição da atual contribuição patronal de 20% sobre a folha de salários por uma taxa única de 1,4% sobre o faturamento bruto das empresas.
O texto, de autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), tramita de forma independente das discussões sobre a escala 6×1. O foco central é desonerar a contratação formal, barateando o custo de manter funcionários com carteira assinada e aumentando a competitividade de setores que dependem de muita mão de obra.
Redução de custos e foco na empregabilidade
Durante um seminário da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) em Brasília, o senador defendeu que a medida cria um ciclo virtuoso para a economia. Segundo Oliveira, a mudança estabelece uma alíquota uniforme para todos os setores, eliminando a fragmentação do modelo atual, que beneficia apenas 17 segmentos específicos de forma temporária.
“A ideia principal é reduzir os custos da contratação. Todos passam a pagar a alíquota de 1,4%; assim, quem emprega mais vai pagar menos”, explicou o parlamentar, reiterando que a proposta não gera novas despesas para o governo e busca dar sustentabilidade ao sistema previdenciário.
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Mudança no modelo de financiamento
Atualmente, a desoneração da folha vigora com base em leis sucessivamente prorrogadas desde 2011. A intenção da PEC é tornar essa contribuição linear e permanente a partir de 2027, valendo para todas as empresas do país, independentemente do setor.
Reynaldo Lima Jr., vice-presidente institucional da FENACON, destacou no debate que a tributação atual penaliza injustamente os setores que mais geram empregos, como o de serviços e o comércio. Para ele, ao migrar a base de cálculo para o faturamento, o país amplia a base de financiamento da Previdência e alivia o caixa das empresas que mais contratam.
Próximos passos
A proposta encontra-se agora em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O cronograma prevê novas rodadas de diálogo com representantes de diversos setores econômicos antes que o texto siga para votação no plenário.
Se aprovada, a medida representará uma das maiores transformações na relação entre empresas e seguridade social das últimas décadas.
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