Petrobras encerra paridade de importação do petróleo

A Petrobras comunicou hoje, terça-feira (16), que não seguirá mais a paridade de preços do petróleo, bem como dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel, em relação ao dólar e ao mercado internacional.

Anteriormente, conforme a regra estabelecida em 2016, os preços desses produtos no mercado interno eram ajustados de acordo com as variações internacionais, sem intervenção governamental para assegurar preços mais baixos.

Fim do mecanismo automático

A Petrobras comunicou o encerramento desse mecanismo automático. Conforme o comunicado, os ajustes de preços continuarão a ser realizados sem uma periodicidade definida, evitando a transferência da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio para os preços internos.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

No método anterior, conhecido como Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobras considerava o valor do petróleo no mercado global, bem como os custos logísticos, como fretamento de navios, taxas portuárias e utilização dos dutos internos para transporte.

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Comunicado

Conforme divulgado pela Petrobras em seu comunicado oficial, a nova “estratégia comercial” utiliza duas referências de mercado:

O “custo alternativo do cliente” é destacado como o valor prioritário na precificação, levando em consideração as principais opções de suprimento, tanto de fornecedores do mesmo produto quanto de produtos substitutos. Essa abordagem busca avaliar as alternativas disponíveis para o cliente.

O “valor marginal”, de acordo com a empresa, é determinado com base no custo de oportunidade considerando diversas opções disponíveis para a Petrobras, incluindo produção, importação e exportação do produto em questão, bem como o petróleo utilizado no refino.

Essas duas referências de mercado serão utilizadas para orientar a precificação dos produtos da Petrobras, de acordo com o comunicado da empresa.

De acordo com o texto, a Petrobras afirma que essa mudança proporciona maior flexibilidade para a empresa praticar preços competitivos, aproveitando suas melhores condições de produção e logística. Isso permitirá que a empresa concorra no mercado brasileiro com outros atores que atuam na comercialização de combustíveis, como distribuidores e importadores.

Esther Vasconcelos

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