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É tanta coisa para pensar quando se abre uma empresa sozinho que algumas ações importantíssimas para a saúde do negócio a médio e longo prazo acabam sendo deixadas de lado.
Categorizar despesas é uma dessas ações!
O problema, muitas vezes, só aparece quando se faz necessária a melhoria do fluxo de caixa, por exemplo, e o empreendedor não sabe dizer de onde vem sua receita nem mesmo para onde vão seus gastos.
Antes de chegar a esse ponto — e mesmo se já tiver chegado —, vamos ajudá-lo a construir essa categorização de despesas, porque a quantidade de lançamentos só tende a aumentar de agora em diante.
Vamos começar?
Para categorizar despesas de maneira efetiva é preciso, antes, saber que tipo de gasto se enquadra no conceito de despesa.
Gasto, custo, despesa e investimento são conceitos que se complementam, mas possuem significados e funções muito distintas.
Seja ele para fins de investimento, pagamento de despesas ou de custos, o gasto engloba toda e qualquer saída de capital da empresa.
É o tipo de gasto direcionado à produção, que por sua vez está lincada com a atividade-fim da empresa.
Ex.: locação de maquinário.
Se a saída de capital estiver associada à administração e manutenção da empresa, este gasto se configura uma despesa que pode ser fixa ou variável.
Ex.: salário (fixa) e comissão (variável).
São gastos necessários para melhoraria da qualidade do produto e da empresa.
Investimentos são feitos de maneira pontual e sua execução depende do quanto a empresa consegue se organizar e gerar lucro.
Sabendo desses conceitos, já fica mais fácil criar a divisão de gastos da empresa, o que vai gerar uma visão macro de como o capital está sendo usado, certo?
Uma maneira didática de montar sua planilha pode ser a criação das quatro categorias (ou seja, quatro maneiras de uso do capital) a seguir:
Outra forma que pode ser utilizada para segmentar categorias de gastos são a setorização por departamentos da empresa:
Qualquer uma das formas citadas vai funcionar de acordo com o grau de complexidade do negócio e da maneira como o raciocínio do empreendedor funciona.
Para que os resultados tragam informações mais precisas, é necessário, porém, evitar detalhamento exagerado em cada subcategoria, no que se refere a despesas fixas.
Por exemplo, temos uma despesa fixa intitulada salário.
Para entender o que essa despesa representa no meu gráfico financeiro eu não preciso saber quanto é pago a cada funcionário.
Basta que eu saiba o valor total utilizado.
As planilhas apresentam funções para ocultar informações e deixá-las mais limpas.
Caso queira, você pode aumentar o nível de detalhe de cada categoria, utilizar a soma de valores e ocultar informações micro.
Aplicar esse modelo de planilha em pequenas empresas em pleno funcionamento, no entanto, pode ser altamente desgastante.
Serão alguns dias, ou meses, de dedicação a números, pesquisas e gestão empresarial (porque, afinal, o negócio não pode parar).
Considere testar uma solução rápida por meio de software de gestão financeira no qual você só vai precisar categorizar despesas e lançar informações.
Em contrapartida você vai receber análises de cruzamento de dados capazes de apontar as falhas do negócio.
Fonte: FLUA
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