Policia Federal investiga golpe contra pessoas que registraram marca no INPI

A Polícia Federal investiga um golpe contra centenas de pessoas que registraram uma marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, o Inpi. Criminosos conseguiram dados pessoais delas, como endereço, e enviaram cobranças ilegais.

O empresário, que preferiu não se identificar, por pouco não caiu no golpe. Dias depois de registrar a marca de uma empresa no Inpi ele recebeu em casa um boleto para o pagamento de uma suposta taxa em nome do instituto, mas desconfiou.

“Eu achei estranha essa cobrança, o que me chamou atenção também foi a impressão mal feita desses boletos, até meio torto. Eu entrei em contato direto diretamente com o Inpi para saber a respeito dessa cobrança e eles me informaram que essa cobrança era indevida mesmo”, afirma.

O empresário não pagou, mas os golpistas insistiram e a taxa veio ainda mais alta. “Dessa vez no valor de R$ 597. Era uma coisa meio que como se fosse um procedimento normal, natural para que a marca fosse inclusa”, explica.

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Um músico de Vitória também recebeu os boletos em casa durante o processo de registro de uma banda de pagode. Pagou três taxas que somaram R$ 1 mil, mas estranhou a última cobrança. “Entrei no site do Inpi certinho, lá eu vi que o Inpi não tem empresa cadastrada para recebimento ou enviar boletos. E os valores muito abusivos, muito altos”, lembra.

Estes não são casos isolados. Segundo o Inpi, no ano passado, foram mil denúncias de tentativas de golpes contra pessoas que registram patentes. “O Inpi não telefona, não manda boleto, não manda e-mail.

Qualquer contato que você tiver provavelmente não é do Inpi. A única forma de você pagar uma taxa do Inpi é entrar no nosso site e você mesmo emitir o seu boleto. Se você está recebendo um boleto que não sabe o que é, não foi o Inpi”, afirma o assessor Otávio Beaklini.

O instituto identificou 107 empresas de consultoria que forjam ser um órgão oficial, mas que não têm qualquer relação com o Inpi. Por isso, o empresário que desconfiar de uma possível fraude deve checar a listagem dessas empresas no site do instituto e procurar a polícia.

“A gente solicita que entre no nosso site e denuncie para avisar, para deixar os demais usuários alertados do problema e do nome das empresas”, pede o assessor. (G1-Globo)

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