Posso receber o Bolsa Família junto com o auxílio emergencial?

O Ministério da Cidadania segue realizando o pagamento do Bolsa Família, e do auxílio emergencial aos cidadãos.

Para os beneficiários do Bolsa Família que foram considerados elegíveis ao auxílio emergencial, é mantido o mesmo calendário e o pagamento é feito através do NIS (Número de Identificação Social). 

Além disso, o dinheiro em espécie é liberado na mesma data do depósito em conta.

Mas uma dúvida comum entre esses beneficiários está relacionada à possibilidade de receber os dois recursos ao mesmo tempo.

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Para te explicar se isso é possível e como são feitos os pagamentos desses benefícios, elaboramos este artigo com as principais orientações do Ministério da Cidadania. Acompanhe! 

Pagamentos

Neste mês, por exemplo, 14,7 milhões de famílias foram beneficiadas.

Do total, veja como estão sendo feitos os pagamentos:

  • 9,5 milhões de famílias têm direito ao auxílio através do Bolsa Família;
  • 5,2 milhões recebem benefícios diretamente do programa Bolsa Família;
  • 399 mil recebem o auxílio emergencial via público Cadastro Único ou Público Geral;

As 9,5 milhões de famílias que recebem o auxílio via público Bolsa Família, superam R$ 2,9 bilhões em benefícios do AE, totalizando um valor médio do auxílio de R$ 305,97 por família. 

Por sua vez, às 5,2 milhões de famílias beneficiárias restantes, os valores chegam a 1,23 bilhões, totalizando um valor médio do PBF de R$ 236,81 por família.

Posso receber os dois benefícios?

Dentre os beneficiários do Bolsa Família, estão aqu

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

eles que passaram a receber o auxílio emergencial, visto que o valor era mais vantajoso. Mas diferente do que muitos acreditam, não é possível receber os dois benefícios ao mesmo tempo, pois, a Medida Provisória que define regras do auxílio emergencial proíbe a acumulação de dois benefícios. 

Para você entender melhor, saiba que o beneficiário que recebe o Bolsa Família (cerca de R$ 190) e tenha sido aprovado para receber o auxílio emergencial, que possui o valor médio de R$ 250 ou no máximo R$ 375, terá creditado na poupança social digital apenas o dinheiro referente ao benefício emergencial.

Desta forma, cerca de 9,8 milhões de famílias estão com os benefícios do Bolsa Família suspensos.

Assim, após a família terminar de receber as parcelas do auxílio, o Ministério da Cidadania encerrará a suspensão e o Bolsa Família será restabelecido. 

Vale lembrar que o programa que se encerraria neste mês, foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas.

Mas, para continuar apto a receber o auxílio emergencial, o cidadão deve continuar atendendo aos requisitos que estão relacionados principalmente com a renda familiar.

Então, caso haja qualquer mudança nas informações do beneficiário, o pagamento do auxílio pode ser bloqueado e ele voltará a receber o Bolsa Família. 

Critérios do Bolsa Família

Com o fim do auxílio emergencial, o cidadão mantém seu direito de receber o Bolsa Família desde que atendidas as regras de elegibilidade do programa.

São elas: 

  • famílias em situação de pobreza: renda mensal de até R$ 89,00 por pessoa
  • famílias pobres: renda mensal entre R$ 89,01 e R$ 178,00 por pessoa (desde que tenham em sua composição gestantes e crianças ou adolescentes entre 0 e 17 anos);
  • inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico): os dados devem ser atualizados a cada dois anos.

Caso atenda aos requisitos, mas ainda não participa do programa, faça a inscrição no CadÚnico.

A orientação é procurar o responsável pelo Cadastro Único junto à prefeitura de sua cidade.

Para isso, tenha em mãos os documentos de cada um dos integrantes da família, depois, faça a solicitação de adesão ao programa Bolsa Família. 

Por: Samara Arruda 

Gabriel Dau

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