Pretendendo comprar os materiais escolares dos filhos? Impostos deixam a mochila mais pesada

O preço de alguns itens da lista de materiais obrigatórios possui mais de 40% de tributos embutidos

O bolso do contribuinte costuma sofrer mais do que o normal no início do ano. As contas dos gastos de final de ano começam a chegar e se somam a outras, como as compras de material escolar para o início do ano letivo.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), compras básicas para as crianças em idade escolar podem conter mais de 47% de impostos embutidos nos preços, como é o caso da caneta. Do preço de uma régua, 44,65% são impostos. No do apontador, são 43,19% que vão para os cofres dos governos.

“Material escolar é um dos itens que mais causam impacto no orçamento familiar”, diz João Eloi Olenike, presidente executivo IBPT. Ele recomenda aos consumidores que, antes de ir às compras, pesquise os melhores preços.

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O levantamento feito pelo IBPT considera a incidência tributária em outros itens da lista escolar, como a cola (42,71%), estojo (40,33%), lancheira, (39,74%), fichário (39,38%), papel sulfite (37,77%) e o caderno (34,99%), entre outros.

São poucos os itens que possuem desoneração por serem considerados voltados à educação. Esse é o caso dos livros didáticos que, apesar de possuírem imunidade tributária, possuem uma carga de 15,52% decorrente de encargos sobre a folha de pagamento e o sobre o lucro da sua venda.

“O Brasil é um dos poucos países do mundo que tributam a educação. Os brasileiros poderiam ter uma melhor formação se não fosse a alta carga tributária. A educação deveria ser menos tributada e muito mais acessível aos consumidores”, diz Olenike.

Diário do Comércio

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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