Categorias: ChamadasFique Sabendo

Projeto de lei no Senado pode aumentar taxas de cartórios em até 747% a partir de janeiro de 2019

O valor das taxas cobradas em cartórios do Distrito Federal pode aumentar em até 747% a partir de 1º de janeiro do próximo ano. A alteração ocorrerá caso um projeto de lei que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal seja aprovado.

O texto, que dispõe sobre o aumento dos serviços notariais e de registros públicos, foi aprovado e passou discretamente pela Câmara dos Deputados em 2017. No fim do ano passado, foi barrado pelo senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF), que o chamou de “bolsa-cartório” e apresentou um requerimento de retirada de pauta quando o texto chegou à CCJ. Agora, o projeto voltou a ser discutido e a expectativa é de que ele vá para votação no plenário nos próximos dias.

Ontem, Reguffe voltou a denunciar o Projeto de Lei da Câmara nº 99/2017 durante discurso no plenário. “É um absurdo, uma verdadeira bolsa-cartório, só beneficia os donos de cartório em demérito da sociedade. Espero que a CCJ rejeite esse projeto e, se assim não fizer, espero que nós o derrotemos aqui no plenário”, argumentou.

Se aprovado, o reconhecimento de firma de Documento Único de Transferência (DUT), que hoje custa R$ 3,90, passará a R$ 33,03, 747% de aumento. Até mesmo casar ficará mais caro — o registro subirá de R$ 164,75 para R$ 256,94, aumento de 55,95%.

Defasagem

O projeto é de iniciativa do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que se posicionou por meio de nota, informando que os valores das taxas de cobrança são instituídos pelo Decreto-Lei nº 115, de 25 de janeiro de 1967. “Como é de se esperar, passados 50 anos da edição do referido Decreto, tal norma se encontra bastante defasada, uma vez que não atende às inovações legislativas surgidas nesses últimos anos, tampouco discrimina com clareza o grande número de atos praticados pelas serventias extrajudiciais”, destaca o texto.

A Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal (Anoreg/DF), que fez parte dos grupos de trabalho para composição das novas tabelas, explicou, também por nota, que o DF tem os maiores custos para funcionamento dos cartórios. “A modernização e reestruturação das tabelas torna os valores compatíveis com o custo operacional da prestação do serviço e o risco real de pagar indenização por ser vítima de fraude.”

Reguffe questiona o posicionamento. “Eles argumentam que o índice está defasado. Nós tivemos o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2017 de 2,95%, e a previsão para este ano é de 4,43%. Não tem cabimento você aumentar as taxas de cartório nesse nível”, disse, em entrevista ao Correio.

Nas demais unidades da Federação, a responsabilidade por aprovar a alteração das taxas é das assembleias legislativas. No caso do DF, como os cartórios são vinculados ao TJDFT, no âmbito federal, a proposta tem de passar pelo Congresso Nacional. Se o texto for aprovado no Senado Federal, entra em vigor a partir do próximo ano, sem necessidade de sanção presidencial.

Por: Pedro Grigori / correio braziliense

loureiro

Postagens recentes

Reforma tributária muda o cálculo do Simples Nacional e acende alerta para pequenas empresas

Novo conceito de "receita bruta" inclui taxas, juros e receitas acessórias, exigindo atenção dos escritórios…

13 minutos atrás

Atenção, aposentados! INSS define as datas de pagamento de junho. Confira!

Autarquia vai injetar recursos na economia para mais de 39 milhões de pessoas no país

25 minutos atrás

Inscrições para o Enem 2026 estão abertas. Confira prazos e novidades

As provas estão marcadas para os dias 8 e 15 de novembro. Veja o cronograma…

1 hora atrás

Receita paga hoje o maior lote de restituição do IR da história

1º lote tem R$ 16 bilhões liberados para oito milhões de contribuintes

2 horas atrás

Prazo para envio de sugestões ao Regulamento do IBS é prorrogado

Entidades representativas têm até as 18h do dia 15 de junho para submeter suas contribuições…

4 horas atrás

Nova NR-1 está em vigor e obriga empresas a mapear riscos à saúde mental

Nova regra de segurança do trabalho exige virada de chave para a prevenção da saúde…

4 horas atrás