Quatro servidores da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e um contador foram presos em uma operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) nesta sexta-feira, 13. Eles participavam de um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro que chegou a movimentar R$ 5,5 bilhões.
Não há informações sobre o valor exato desviado ilegalmente, mas a Sefaz estima que possa chegar a R$ 800 milhões – incluindo desvios estaduais, federais e multas.
Por meio de mensagens trocadas pelos servidores com operadores do esquema, foi possível identificar como o grupo agia. Nelas o servidor discutia pagamentos e fraudes em notas fiscais de empresas envolvidas nos negócios ilegais. Eles atuavam no interior do Ceará, no Maranhão e no Piauí. A investigação indica que o esquema funcionou de 2014 a 2018.
Durante a primeira fase da operação, em abril de 2019, a Polícia apreendeu o celular de Gildevândio Mendonça Dias. Ele é apontado como líder operacional do esquema e seria o responsável por articular as operações de 24 empresas – 18 das quais apontadas como fantasmas.
“Não há espaço para este tipo de conduta na Sefaz. A Sefaz não é condizente com essas práticas”, frisou Fernanda Mara Pacobahyba, secretária da Fazenda do Ceará.
Os servidores foram presos mediante cumprimento de cinco mandados de prisão, sendo quatro temporárias e uma preventiva. Outros oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta fase da operação.
Com informações do repórter Igor Cavalcante www.opovo.com.br
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