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O nível de emprego na construção civil brasileira registrou variação positiva de 0,95% em julho na comparação com o mês anterior. Foram abertos 22.185 postos de trabalho no período.
No acumulado dos sete primeiros meses de 2019, a variação é de +3,87%, equivalente a 87.912 postos de trabalho. Na comparação dos sete primeiros meses de 2019 com o mesmo período do ano passado, a variação é de +1,17% (26.827 postos de trabalho). Ao final de julho, o setor empregava 2.360.389 trabalhadores em todo o país.
Ao se dessazonalizar* as informações, o emprego na construção civil brasileira teria registrado crescimento de 0,48% em julho (+11.187 postos de trabalho). Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.
Segundo o presidente do SindusCon-SP, Odair Senra, “embora o crescimento do emprego seja um sinal positivo, o ritmo de recuperação da indústria da construção segue muito lento e uma nova preocupação surgiu quanto à sua sustentabilidade: a drástica diminuição do recursos do Orçamento da União, previstos para o Programa Minha Casa, Minha Vida: de R$ 4,6 bilhões em 2019, para R$ 2,7 bilhões em 2020”.
Lembrando que entre 2011 e 2018 a média anual destinada ao MCMV era de R$ 11,3 bilhões, Senra comentou que, se esta dotação não for restabelecida, haverá sérias repercussões na atividade e na geração de emprego da indústria da construção.
Segmentação
No mês de julho, comparado com o mês anterior, todos os segmentos registraram variação positiva, sendo os mais significativos: Infraestrutura (+1,80%), Preparação de terreno (+1,74%), Outros serviços (+1,39%), Serviços de Engenharia e Arquitetura (+1,23%) e Obras de Instalação (+0,97%).
Nos primeiros sete meses do ano todos os segmentos apresentaram crescimento sendo os mais relevantes: Infraestrutura (+6,10%), Preparação de Terreno (+5,95%), Obras de Instalação (+4,79%) e Engenharia e Arquitetura (+4,42%).
Regiões do Brasil
Em relação às cinco regiões do país, em julho todas apresentaram variação positiva na comparação com o período anterior: Norte (+2,90%), Nordeste (+0,87%), Centro-oeste (+0,37%), Sudeste (1%) e Sul (+0,55%).
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, a região Norte foi a única que apresentou variação negativa de -0,67% (caindo para 128.271 empregados). No mesmo período, as demais regiões registraram: Nordeste, 2,78% (elevando-se para 447.154 empregados), Sudeste 4,58% (elevando-se para 1.204.474 empregados), Sul 4,17% (elevando-se para 390.228 empregados) e Centro-oeste 4,58% (elevando-se para 190.262 empregados).
Estado de São Paulo
O emprego na construção paulista em julho registrou variação de +0,38%, comparado ao mês anterior, resultando em 2.442 novos postos de trabalho. Ao final daquele mês, a construção paulista empregava 643.579 trabalhadores.
Desconsiderando efeitos sazonais, houve um crescimento de 0,18% (+1.148 empregados) no período.
Na comparação do período de janeiro a julho de 2019 com o mesmo período do ano anterior, a variação é de +0,66% (+4.176 empregados). No acumulado do ano, a variação foi positiva em 3,06%, o que totalizou 19.133 trabalhadores.
Em julho, na comparação com o mesmo mês anterior, os segmentos Obras de acabamento e Infraestrutura apresentaram respectivamente as variações negativas: -0,02% e -0,22%. Todos os demais segmentos registraram variações positivas no período, sendo os destaques para Preparação de Terreno (+1,67%), Engenharia e Arquitetura (+1,01%), Outros Serviços (+0,95%) e Imobiliário (+0,50%).
Município de São Paulo
Na capital paulista, que respondeu por 42,59% do total de empregos no setor no estado, houve um crescimento de 0,24% (664 vagas) no mês de julho e de +2,14% (5.740 vagas) no acumulado de janeiro a julho de 2019. A região empregava em julho 274.126 trabalhadores.
As nove regionais do SindusCon-SP registraram as seguintes variações no mês de julho na comparação com junho: Santos (+0,30%, 66 vagas), Santo André (-0,13%, -51 vagas), Campinas (+1,24%, 881 vagas), São José dos Campos (+1,23%, 655 vagas), Presidente Prudente (+0,52%, 38 vagas), Sorocaba (1,26%, 897 vagas), São José do Rio Preto (-1,13%, -282 vagas), Bauru (-1,21%, -385 vagas) e Ribeirão Preto (-0,09%, -41 vagas).
*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que acontecem tipicamente em um mesmo período do ano.
Sobre o SindusCon-SP
O SindusCon-SP é a maior associação de empresas da indústria da construção na América Latina. Congrega 850 construtoras associadas e representa as cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, obras de infraestrutura e habitação popular, localizadas no Estado de São Paulo. Tem sede na capital paulista, e representações em nove regionais e uma delegacia nos principais municípios do Interior. A construção paulista representa 27,6% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 4% do PIB brasileiro.
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