Reforma Tributária

5 produtos que ficarão mais caros com a Reforma Tributária

Reajustes de preço são algo bem comum no mercado. Quem é que nunca viu algo subindo de preço que atire a primeira pedra. No entanto, a reforma tributária chegou, e neste momento estamos em período de transição.

Isso quer dizer que os verdadeiros impactos não serão sentidos neste ano (como o aumento de preço de produtos ou extinção de tributos antigos), já que as mudanças serão graduais para os próximos anos.

No entanto, já em 2027, a reforma começará a trazer mudanças muito importantes com relação à estrutura de cobrança de impostos, algo que impactará diretamente no bolso dos consumidores, já que afetará o preço de diversos produtos e serviços.

Produtos que ficarão mais caros para os brasileiros

Neste ano de 2026, ainda não sentimos os impactos relacionados ao aumento de preços de produtos e serviços porque estamos no início da fase de transição, com destaque para os novos tributos (CBS e IBS) nas notas fiscais. Logo, estamos em ano de teste e adequação.

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Já em 2027, começaremos a ter a implementação do famoso Imposto Seletivo (IS), um tributo que incide sobre produtos que são considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Em resumo, a tributação que pode aumentar os custos de alguns produtos específicos passará a ser aplicada conforme o novo sistema tributário e o Imposto Seletivo passe a valer efetivamente, a partir de 2027.

Os produtos que tendem a ficar mais caros por conta do Imposto Seletivo são:

  1. Bebidas alcoólicas (como cerveja, vinho e destilados)
  2. Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos com açúcar etc.)
  3. Cigarros e produtos do tabaco (aumento previsto)
  4. Veículos, incluindo automóveis e veículos mais caros (como automóveis de luxo)
  5. Produtos de luxo (joias, bens de alto valor)

O quanto esses produtos podem ficar mais caros?

Existem muitas estimativas de quanto esses produtos ficarão mais caros. Atualmente, as estimativas consideram os percentuais de tributos sobre os preços desses produtos, que, no geral, podem significar um impacto bem grande no preço final para os consumidores.

As bebidas alcoólicas, por exemplo, possuem uma estimativa de que, com o Imposto Seletivo, tenhamos uma carga adicional de 46% a 62% de imposto extra. Já as bebidas açucaradas, como refrigerantes, teremos 32% de Imposto Seletivo estimado.

É importante destacar que isso não significa que em breve o refrigerante e bebidas alcoólicas como cerveja, vinhos e destilados vão “dobrar” de valor, mas sim, que uma grande fatia do preço será formada por tributos adicionais que vão pressionar o preço para o consumidor final para cima.

Conforme expectativa, a alíquota padrão do Imposto Seletivo deve ficar entre 25 e 26,5% em 2033, com uma redução para cerca de 22% em 2025. No entanto, cada categoria terá regras próprias e para esses itens as alíquotas previstas são as seguintes:

  • Cigarros: 250%
  • Bebidas alcoólicas: 46% a 62%
  • Refrigerantes: 32%
  • Minério de ferro / petróleo / gás natural: 0,25%
  • Veículos elétricos: carga total pode subir de 30% para até 34%
Ricardo Junior

Administrador, analista SEO e chefe de redação, atuando frente aos conteúdos mais acessados do país.

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