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Alta na mão de obra no mês de maio causou impacto de 0,36% nos preços da construção
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (07) pelo IBGE, apresentou variação de 0,36% em maio, um aumento de 0,09 ponto percentual (p.p.) em relação a abril (0,27%). Dessa forma, nos últimos 12 meses, a alta é de 6,13%, bem abaixo dos 8,05% registrados nos doze meses imediatamente anteriores e se equiparando ao patamar pré pandemia. O acumulado no ano registrou 1,23%. Em maio do ano passado, o índice mensal foi de 2,17%.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 1.693,67, passou em maio para R$ 1.699,79, sendo R$ 1.004,40 relativos aos materiais e R$ 695,39 à mão de obra.
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A parcela dos materiais variou -0,24% em maio, caindo 0,66 p.p. em relação a abril. Essa taxa representa queda significativa, sendo o último índice negativo registrado em janeiro deste ano. Na comparação com o índice do ano anterior (1,96%), houve queda de 2,20 ponto percentual.
“Nos últimos meses temos acompanhado essa tendência no preço dos materiais, em alguns meses com deflações e em outros com reajustes. Essa parcela está se moldando novamente ao mercado após a pandemia”, relata Oliveira.
Já na parcela que diz respeito à mão de obra, a taxa de 1,24% em maio foi em parte influenciada pelo aumento no salário mínimo e pelos acordos coletivos firmados no Maranhão, São Paulo e Distrito Federal. O resultado sinalizou um aumento de 1,19 p.p. em relação ao mês de abril, quando foi de 0,05%. Já no comparativo anual, com maio de 2021 (2,49%), houve queda de 1,25 ponto percentual.
“Essa taxa de 1,24% teve influência dessas três Unidades da Federação por causa da homologação de dissídios observadas no mês, mas, principalmente, por São Paulo, que é o estado de maior peso no cálculo do índice”, justifica o gerente da pesquisa.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2023, materiais registraram 0,32% e mão de obra, 2,56%. Já no quadro do acumulado dos últimos 12 meses, o resultado foi 4,30% (materiais) e 8,86% (mão de obra).
Maranhão registra a maior alta entre UFs; Sudeste é a região com maior variação

Maranhão foi a Unidade da Federação com maior aumento nos custos da construção, atingindo alta de 1,92%. O estado de São Paulo (1,29%) também foi destaque, pois, apesar de ter uma alta menor, possui o maior peso no índice. Distrito Federal (1,63%) obteve a segunda maior alta em maio.
O resultado em São Paulo ajuda a explicar o índice no Sudeste, que apresentou a maior variação entre as regiões, com taxa de 0,59%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,28% (Sul), 0,25% (Norte), 0,21% (Nordeste) e 0,13% (Centro-Oeste).
Já no que diz respeito aos custos regionais, o Sul marcou o maior valor (R$ 1.785,67), seguido pelo Sudeste (R$ 1.754,28) e pelo Norte (R$ 1.731,85). Centro-Oeste (R$ 1.730,74) e Nordeste (R$ 1.581,22) registraram o menor custo.
Mais sobre o Sinapi
O Sinapi, uma produção conjunta do IBGE e da Caixa, tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.
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As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos.
Consulte os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil no Sidra. A próxima divulgação do Sinapi, referente ao mês de junho, será no dia 11 de julho.
Fonte: Agência IBGE de Notícias
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