Sergio Moraes / Reuters
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu a cobrança de pagamento por empréstimos feitos por micro e pequenas empresas de todos os setores por seis meses (maio a outubro de 2021).
A decisão também permitirá a suspensão, independentemente do tamanho, empresas de atividades artísticas, transporte aéreo, alojamento e transportes rodoviário e metroferroviário de passageiros. Já o setor audiovisual poderá ter a suspensão de pagamento num prazo de até 12 meses.
Estarão de fora as operações de comércio exterior e empresas contratadas pela administração pública.
A empresa que deseja a suspensão deverá procurar o banco, onde o financiamento foi contratado, ou preencher um formulário no site do banco a partir da próxima segunda-feira (3).
A prorrogação deverá estar dentro dos 18 meses posteriores ao prazo final do contrato. A medida também pode retroagir, abarcando até a primeira prestação em aberto após 15 de fevereiro deste ano.
Os efeitos da pandemia foram os motivos para a medida ser tomada. Antes, o BNDES já havia lançado mão da ferramenta, pelo mesmo motivo, que foi aplicada em março de 2020.
Rafael Carone, vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, defende a prorrogação dos prazos de carência de empréstimos feitos a pequenas e média empresas.
Em nota divulgada, foi informado que a defesa foi feita em reunião do Compi (Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria), divulgada nesta quinta-feira (29).
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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