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Cadastro Positivo deve injetar R$ 1,6 tri na economia em até cinco anos, diz especialista

Autor: Wanessa

Publicado em

“O Cadastro Positivo deve injetar R$ 1,6 trilhão na economia, via crédito, em até 5 anos”, afirmou Caio Faria Lima, general legal counsel da Quod, durante evento promovido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) para discutir os impactos na Economia Digital das novas regras que entram em vigor a partir de julho.

O crédito no Brasil tem taxas muito elevadas devido ao alto risco de inadimplência (taxa de 3,7%), que contribui para que bancos trabalhem com um spread bancário de 38,4% (taxa que só perde para Madagascar, de acordo com o Banco Mundial). Com o cadastro positivo, esse cenário muda. As instituições financeiras terão acesso a todo o histórico de informações de pessoas físicas e jurídicas, o que torna mais fácil e barata a análise de risco da concessão de crédito, aumentando sua participação no PIB. Hoje 46% do PIB do Brasil é composto por crédito. Em 5 anos, essa participação aumentará para 80%, mesmo patamar do Chile, um dos pioneiros na adoção de cadastro positivo na América Latina.

Como pelas novas regras do Banco Central concessionárias de telefonia, energia elétrica, gás e água também poderão inscrever seus clientes automaticamente no cadastro, aumentando a base de informações do histórico de pagamento de 30 para 100 milhões de pessoas, a expectativa é que os bancos reduzam o spread para algo em torno de 10% em cinco anos.

Faria Lima destacou ainda que o Cadastro Positivo tornará a análise de risco de cada consumidor ou empresa mais justa, pois reduzirá as restrições por ausência ou desconhecimento de histórico financeiro.

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“Isso favorece especialmente as PMEs, que são as que enfrentam mais dificuldade na aquisição de crédito e na contratação de serviços, sobretudo num momento crítico como o do início do negócio – o que para os pequenos do e-commerce pode significar se manter no mercado em vez de engrossar as estatísticas de mortalidade no primeiro ano de vida da empresa”, conclui Leonardo Palhares, presidente da camara-e.net e sócio do Almeida Advogados.

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