Combustíveis com novos reajustes a partir de hoje

Os brasileiros mal se recuperam do susto ao ver o valor da gasolina nos postos e hoje o dia amanheceu com mais uma notícia desagradável. A gasolina subiu 7% nas refinarias e o diesel, 9% e estes aumentos já começam a ser repassados hoje. Dessa forma, a gasolina já acumula alta de 73% no ano e o diesel, de 65,3%. As altas devem ter reflexos nos preços do frete, pressionando ainda mais a inflação.

O principal propulsor das altas da gasolina e do diesel vem sendo o real desvalorizado. Até a semana passada o dólar (moeda à qual o valor do petróleo é ligado) acumulava uma alta de 8,5% sobre o Real. As incertezas dos investidores com relação à política econômica do Brasil é que dão forças para a desvalorização da moeda brasileira 

O presidente Jair Bolsonaro ao longo da semana já vinha dando sinais de que os combustíveis sofreriam reajustes. Em suas declarações à imprensa, Bolsonaro afirmou não ter como intervir nos preços da Petrobras.

O valor da gasolina da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro. Para o consumidor final, o reajuste é diferente, pois reflete o lucro das distribuidoras e impostos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, o preço médio da gasolina no país alcançou R$ 6,36 o litro.Contudo, em algumas cidades este preço já ultrapassa os R$ 7. Para o diesel A, o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro.

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Em nota, a Petrobras chegou a dizer que a demanda atípica recebida para o mês de novembro poderia não atender o volume de pedidos das distribuidoras no mês que vem e passou a avaliar a importação de combustíveis para evitar o desabastecimento.

Possível greve dos caminhoneiros

Com o aumento do diesel, o país está na iminência de uma possível greve dos caminhoneiros. Porta-vozes da categoria afirmaram que a promessa de greve para dia 1 de novembro está de pé. Eles reclamam da alta do diesel, do piso mínimo do frete e querem o retorno da aposentadoria especial após 25 anos de contribuição ao INSS.

Por outro lado, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) afirmou que não tem informações a respeito da paralisação e que a greve não é apoiada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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