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Como calcular o salário numa contratação?

O seu produto agradou o gosto do consumidor, está se saindo bem nas vendas e a empresa entrou em fase de expansão. Esse é o momento em que você sabe que precisará contratar novos colaboradores, não é verdade? Afinal, o aumento das vendas gera aumento da demanda e, consequentemente, também eleva a produção. Mas como calcular o salário numa contratação?
Muitos empreendedores não sabem ao certo quais os custos que uma nova contratação pode gerar para a sua empresa e, portanto, não sabem também como calcular o valor de um salário justo. No artigo de hoje, você entenderá quais encargos entram na folha de pagamento de um novo funcionário e como os valores devem ser divididos na hora de fazer o cálculo de seu salário.
Continue a leitura para conferir!
Como calcular o salário em uma contratação?
Os custos envolvidos em uma contratação podem ser até três vezes mais altos do que o próprio salário que você paga ao funcionário por causa de uma série de encargos exigidos pela legislação que visa proteger o trabalhador. Os principais encargos inclusos na folha de pagamento, são:
- Férias (1/3 constitucional)
- 13º salário
- Plano de saúde (pode ser pago individualmente ou plano familiar, dependendo do que for negociado com a administradora. Uma parte é descontada do salário do funcionário)
- Transporte
- Contribuição Previdenciária
- Faltas ou afastamentos por força maior
- Ajustes salariais conforme a atualização anual
- Seguro de vida
- Horas extras (incorporadas ao holerite e 13º)
- Eventuais alterações ou quebras de contrato
Contratar um estagiário é uma medida que alguns empreendedores adotam para tentar “driblar” estes custos, mas, pela legislação, após dois anos de contratação é preciso tomar uma medida definitiva: contratar ou demitir o funcionário de uma vez.
As duas medidas geram custos para a empresa, mas a demissão tem o agravante de que você está perdendo um funcionário com dois anos de experiência em seu negócio.
Custos de contratação em uma empresa do Simples Nacional
Para facilitar o exemplo, considere um funcionário que recebe um salário de R$ 1 mil de uma empresa enquadrada no regime tributário do Simples Nacional. Os custos básicos para o empregador serão os seguintes:
- 1/3 sobre férias – R$ 333,33
- 8% de FGTS mensal – R$ 80,00 / R$ 960,00 anual
- Valor anual do 13º Salário – R$ 1 mil
- Valor anual de Férias – R$ 1 mil
- 8% do valor anual do FGTS – R$ 186,67
- Vale-refeição – R$ 10,00 por dia (R$ 220,00 mensal / R$ 2.640,00 anual)
- Vale-transporte – R$ 6,00 por dia (R$ 132,00 mensal / R$ 1.584,00 anual)
- Provisão Mensal = Férias + 1/3 sobre férias + 13º + 8% de FGTS anual
Total anual: R$ 7.704,00
Se deduzirmos os valores que o funcionário deve contribuir com seu salário (8% de INSS, ou seja, R$ 80,00 + 6% sobre o salário do vale-transporte de R$ 60,00), o custo desta contratação será de R$ 7.564,00
Podemos afirmar que, sem contar o valor do salário-base de R$ 1 mil, o custo do funcionário ainda terá um acréscimo mínimo de R$ 7.704,00 ao ano.
Vale lembrar que a provisão mensal deve ser guardada todos os meses para que quando você precisar cumprir com estas obrigações, o dinheiro já esteja em caixa.
Via Sagestart
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