Contabilidade
DERE: a nova peça no quebra-cabeça da Reforma Tributária
O que os contadores e empresários precisam saber para se preparar

Uma nova sigla está entrando no radar de contadores e empresários no Brasil: DERE (Declaração Eletrônica de Regimes Específicos). Embora ainda em desenvolvimento, essa nova obrigação acessória promete ser vital para a operacionalização dos novos impostos da reforma tributária.
Contadores e gestores precisam estar preparados para essa nova obrigação acessória. Acompanhe mais detalhes a seguir.
A DERE na nova estrutura tributária
A DERE surgirá como a ferramenta principal para a transmissão de dados relacionados ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Esses dois novos tributos, que substituirão gradualmente cinco impostos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS), representam uma mudança significativa no sistema fiscal brasileiro.
O conceito inicial da DERE já foi elaborado em colaboração com representantes de estados, municípios e o Governo Federal. Ela será o primeiro produto desenvolvido pelo Serpro para o Comitê Gestor e a Receita Federal.
O planejamento é que a nova declaração funcione no formato de ROC (Registro de Operação de Consumo), criando um sistema de apuração assistida que permitirá aos contribuintes consolidar as informações em um único documento, facilitando o envio.
Participe do Portal Nacional da Reforma Tributária: Acesse em
Simplificação ou complicação?
A DERE tem o objetivo de simplificar o cumprimento das obrigações fiscais em um sistema que, paradoxalmente, foi criado com a promessa de reduzir a complexidade tributária do país. Ela será aplicada exclusivamente aos novos fatos geradores relacionados ao IBS e à CBS, sem afetar imediatamente as declarações já existentes para os impostos atuais que serão substituídos.
Todavia, é importante notar que detalhes importantes da DERE ainda estão sendo definidos. A periodicidade do documento, por exemplo, continua em avaliação pelas autoridades fiscais.
A obrigatoriedade da Declaração Eletrônica de Regimes Específicos está prevista para janeiro de 2026, mesma data em que passam a valer a CBS e o IBS. As normas de envio e periodicidade ainda vão passar por regulamentação.
Preparação para contadores e empresas
Para escritórios contábeis e departamentos fiscais de empresas em todo o Brasil, é aconselhável iniciar um processo de conscientização sobre a DERE, mesmo que sua data de implementação ainda não esteja definida.
Um ponto a ser observado é a possível sobreposição da DERE com outras obrigações acessórias existentes. Embora não haja informações oficiais sobre substituições, é provável que, com a extinção gradual dos tributos atuais, suas respectivas obrigações acessórias também sejam revisadas ou eliminadas.
Leia também:
- Evite multas: veja as regras e novidades da Declaração do ITR 2026
- FGTS Digital ficará indisponível para manutenção
- Abertas inscrições para 2ª edição do Exame de Suficiência com novidades
- ECF: publicado o manual do leiaute 12 com novas tabelas dinâmicas
- Como a inteligência artificial está redefinindo a profissão contábil
Cronograma e próximos passos
O cronograma da reforma tributária prevê um período de transição até 2033. A implementação da DERE deverá seguir este calendário, com introdução à medida que o IBS e a CBS forem implementados. A CBS começará a ter cobrança em 2026, enquanto o IBS terá uma implementação gradual a partir de 2027.
Para contadores e empresas, a preparação para essa nova realidade envolve passos essenciais. Primeiramente, é fundamental acompanhar as publicações oficiais da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Além disso, investir em capacitação técnica e em sistemas de informação capazes de se adaptar às novas exigências será crucial para uma transição tranquila.
Embora escritórios contábeis em cidades como Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis já estejam se preparando para entender como seus sistemas se adaptarão, é prudente aguardar diretrizes mais claras antes de realizar investimentos significativos em tecnologia específica para a DERE.
Assim, para empresas de pequeno e médio porte, especialmente em regiões como o Nordeste e Centro-Oeste, recomenda-se estabelecer uma parceria próxima com seus contadores. Assim, iniciar um processo de educação sobre a reforma tributária como um todo.
Desafio e oportunidade
A implementação da DERE representa tanto um desafio quanto uma oportunidade para o setor contábil brasileiro. Por um lado, exigirá adaptação e investimento; por outro, pode ser um passo importante em direção a um sistema tributário mais integrado e eficiente.
Portanto, é fundamental que profissionais do setor contábil e empresários acompanhem de perto os próximos passos da reforma tributária e, especificamente, o desenvolvimento da DERE. Dessa forma, mesmo com as incertezas, a preparação antecipada pode fazer toda a diferença para uma adaptação suave a este novo cenário fiscal brasileiro.
Curso de Recuperação do Simples Nacional. Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias!
Acesse: https://www.esimplesauditoria.com/curso-de-recuperacao-do-simples-nacional
Curso de Recuperação do Simples Nacional
CLT4 dias agoNovas regras do crédito consignado CLT entram em vigor
Fique Sabendo5 dias agoO que muda na renovação da CNH para quem tem mais de 50 anos em 2026
Contabilidade3 dias agoJustiça suspende aumento de imposto para empresas do Lucro Presumido
Imposto de Renda4 dias agoReceita abre consulta ao 1º lote da restituição automática do IR; veja quem recebe
Reforma Tributária3 dias agoReforma Tributária e notas fiscais: mudanças a partir de agosto
CLT4 dias agoCalendário do PIS/Pasep 2026 está definido. Veja quando cai o abono
MEI4 dias agoDesenrola MEI começa nesta segunda com desconto de até 70%
MEI2 dias agoGoverno libera R$ 2 bilhões em garantias de crédito para MEIs e caminhoneiros comprarem veículos



























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.