Chamadas
Descentralização dos dados financeiros diminui distância entre fintechs e bancos tradicionais

O Open Banking, a exemplo do PIX, chegou para revolucionar o mercado financeiro.
O sistema, cuja segunda fase está prevista para começar em maio de 2021, a partir do compartilhamento de dados e transações relativas a produtos e serviços já divulgados na fase anterior, desde que com anuência do usuário, promete agora diminuir a distância entre fintechs e bancos tradicionais.
Na prática, as fintechs que, até então concorriam de maneira incipiente com os grandes bancos, podem começar a se aproximar do mercado de concessão de crédito a taxas mais atrativas, principalmente para aquela parcela da população ainda longe do sistema bancário tradicional.
No entanto, a descentralização dos dados financeiros do usuário, principal proposta do Open Banking, não foi projetada apenas para criar produtos ou serviços, mas, principalmente, uma nova experiência ao consumidor.
E é nessa categoria que as fintechs e os bancos digitais saem na frente com alguma vantagem.
Uma pesquisa nacional, realizada pela KPMG, revelou que, em 2020, a queda no faturamento do setor financeiro foi entre 10% e 25%.
Ao contrário, as fintechs brasileiras cresceram 34% no mesmo ano, segundo uma outra pesquisa da Distrito, empresa que monitora esse mercado.
Os índices, contudo, não necessariamente significam uma disputa entre os dois modelos, nem mesmo a descontinuação do físico, mas uma parceria, já que ambos precisam – e têm espaço – para continuarem coexistindo.

Digitalização bancária
Mas, se é verdade que há mercado para unir o melhor dos dois mundos, também é fato que não será mais factível, daqui a pouco tempo, a exigência de toneladas de cópias de documentos pessoais para realizar serviços simples, como abertura de conta ou solicitações de empréstimo.
Mais do que simplesmente dificultar o acesso ou atrasar a liberação, a principal razão da digitalização bancária não é reduzir a burocracia, mas compreender o contexto de cada demanda para, a partir daí, oferecer um atendimento personalizado, inclusive antecipando variáveis para entregar soluções diferenciadas.
Ainda que as fintechs e bancos digitais saiam à frente quando o assunto é digitalização, as agências físicas, por outro lado, possuem uma quantidade muito maior de dados, bastando apenas que sejam geridos e organizados de maneira que entreguem valor ao negócio.
E, com a chegada da LGPD, essa questão ganha ainda mais relevância, com os usuários mais bem informados e com maior poder de escolha quando se trata de compartilhar ou não suas informações pessoais.
A captura descentralizada das informações, a partir da digitalização, rompe também as barreiras físicas no caso de agências espalhadas entre diferentes localidades, favorecendo uma oferta de serviços baseada em perfis e realidades locais distintas, ultrapassando as fronteiras digitais e alcançando um equilíbrio organizacional e cultural.
INSS3 dias agoINSS confirma abono extra do 13º para aposentados e pensionistas
Fique Sabendo3 dias agoNova regra do Fies Empreendedor terá cobrança de juros na carência
Contabilidade3 dias agoNFS-e Via: Nova API simplifica consulta de alíquotas do ISS
Contabilidade2 dias agoEFD-Contribuições e Reinf estão com os prazos vencendo. Confira!
Contabilidade3 dias agoBurnout no setor contábil: os sinais de alerta e o papel das lideranças na prevenção
Contabilidade3 dias agoAntecipadas as etapas técnicas para implantação do CNPJ Alfanumérico
Fique Sabendo3 dias agoProrrogado prazo de cadastro obrigatório no NovoPAT
Reforma Tributária2 dias agoRegulamentação do Imposto Seletivo é adiada e indefinição sobre alíquotas de 2027 preocupa
































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.