REUTERS/Bruno Domingos
Os pequenos negócios de Minas Gerais estão mais apreensivos com o cenário econômico e menos otimistas em relação ao curto prazo. É o que mostra a pesquisa Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios de novembro. A confiança do segmento ficou em 110 pontos, oito abaixo do registrado em outubro. Apesar da queda, o Iscon continua próximo ao valor de estabilidade, que é de 100 pontos, indicando uma leve tendência de melhora das atividades. A pesquisa ouviu 1.273 participantes, entre os dias 10 e 21 de outubro.
A inflação e as taxas de juros continuam afetando a confiança dos empreendedores. “Na primeira queda da confiança registrada este ano, observada em março e abril, era grande o temor dos empresários com o impacto da segunda onda de Covid-19. Agora, desde setembro, a maior preocupação é com o desempenho da economia”, explica Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas.
De abril a agosto, o Iscon teve uma escalada de crescimento, totalizando 34 pontos, variando de 89, em abril, para 123, em agosto. Em setembro, caiu 5 pontos, chegando a 118, e se manteve nesse patamar em outubro. Em novembro, despencou para 110, ficando próximo do Iscon de maio (107).
Os dois subíndices que compõe o Iscon caíram em novembro. O Índice de Situação Recente (ISR) caiu sete pontos: de 86 para 79. O Índice de Situação Esperada (ISE), que tem peso dobrado no cálculo do Iscon, diminuiu 8 pontos: de 134 para 126.
A queda no ISR indica que os empreendedores avaliaram a piora em suas atividades como mais acentuada nos últimos três meses. Já a diminuição no ISE significa que o nível de expectativa dos empresários para a atividade econômica no próximo trimestre está menos otimista, apesar de ainda acreditarem em melhora (ISE maior que 100).
A Construção Civil voltou a ser o setor mais confiante em novembro, com um Iscon de 117 pontos, mantendo o comportamento da maioria dos meses da série histórica da pesquisa, que completou um ano em novembro. Em seguida estão Comércio (110), Indústria e Serviços, ambos com 109 pontos.
A Indústria, que havia apresentado crescimento na confiança em outubro, foi o setor com a maior queda no Iscon em novembro: – 14 pontos. A expectativa dos empresários do setor para o próximo trimestre (ISE) caiu de forma mais significativa, de 142 para 126 pontos (17 pontos a menos). A avaliação dos empresários em relação aos últimos três meses (ISR) também piorou, com uma queda de 8 pontos em relação a outubro (de 85 para 77).
O Comércio teve queda de 10 pontos no Iscon de novembro, em relação a outubro: de 119 para 110; e Serviços de 5 pontos: 115 para 109. A Construção Civil permaneceu praticamente no mesmo nível de confiança, com elevação de 1 ponto: 116 para 117. Assim como os outros setores, o ISR da Construção Civil piorou, mas foi o único a apresentar crescimento no ISE: de 129 para 132.
Em novembro, as empresas de pequeno porte (EPP), que geralmente são as mais confiantes, sofreram a maior queda no Iscon: -16 pontos, registrando um índice de 115, menor que o das microempresas (ME), que ficou em 116 pontos. Os microempreendedores individuais (MEI) seguem como os menos confiantes, com um Iscon de 106 pontos. Tanto os MEI quanto as ME diminuíram a confiança em suas atividades em novembro, com uma redução de seis e sete pontos no Iscon, respectivamente.
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