Connect with us

Artigos Internacionais

Em Portugal empresas de softwares pedem indenização a ordem dos contabilistas

Autor: Ricardo de Freitas

Publicado em

Nos próximos dias, deverá dar entrada no Tribunal Administrativo de Lisboa um processo com o objetivo de proibir a Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) de revender software de gestão. A ação será interposta por cerca de 30 empresas de software de gestão que pretendem ainda uma compensação de 11,5 milhões de euros, informa do Dinheiro Vivo. Entre o grupo de queixosas, figuram a PHC, a Primavera, a Artsoft, a Wintouch, entre outras.

Na origem desta nova contenda, está um software de gestão conhecido por TOCOnline, que tem vindo a ser comercializado pela OCC. Em 2016, um primeiro processo, que visava travar a distribuição do TOCOnline através de uma providência cautelar, acabou por esbarrar num indeferimento da juíza responsável pelo processo.

Euclides Carreira, porta-voz das empresas de software que apresentaram queixa, adiantou ao Dinheiro Vivo o motivo que levou a tentar uma nova providência cautelar: «A juíza não apreciou a questão principal de que se a Ordem dos Contabilistas pode ter atividade comercial. A Lei que regula as associações profissionais é clara: as ordens públicas profissionais não podem ter atividade comercial».

O representante das empresas queixosas considera que uma ordem profissional deve centrar a respetiva atividade na admissão de candidatos a um ofício e não pode, por imperativos legais ou éticos, vender produtos ou serviços relacionados com as atividades profissionais que representa.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

Os representantes das produtoras de software também pretendem expor este “caso” junto do Governo e dos diferentes grupos parlamentares.

O TOCOnline tem vindo a ser comercializado pela OCC desde 2012. A ordem poderá ter faturado em 2017 cerca de um milhão de euros com a comercialização deste software de contabilidade, estimam as produtoras de software.

Correspondente: HUGO SÉNECA

Mais lidas