MEI
ESSE erro que muitos MEIs cometem pode quebrar a sua empresa
Estudo do Sebrae sobre hábitos financeiros mostra que seis em cada 10 donos de pequenos negócios possuem um controle precário da gestão financeira

É bem comum empreendedores não saberem como separar despesas pessoais das contas da empresa. Afinal, mesmo quem conta com investidores, precisa tirar alguma parte do capital inicial do próprio bolso. Inclusive, até a empresa começar a pagar, muitas vezes.
Só que, conforme o negócio cresce, não é possível continuar assim.O controle financeiro pessoal deve estar totalmente separado do empresarial. Isso porque misturar o dinheiro traz muitos riscos para a gestão financeira.
A pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, do Sebrae, mostrou um dado preocupante entre os pequenos negócios. Mais de 60% desses empreendimentos ainda têm a prática de pagar despesas da empresa com a conta pessoal. Essa atitude revela uma forte informalidade dos donos de pequenos negócios no controle financeiro da empresa.
O percentual de quem afirma fazer pagamentos empresariais com conta pessoal manteve-se praticamente inalterado entre 2023 (60%) e 2025 (61%). Apesar dos avanços em ferramentas financeiras voltadas para pequenos negócios, a separação entre finanças pessoais e empresariais ainda é um desafio para os pequenos negócios.
Quer aprender como separar as contas da pessoa física e pessoa jurídica? Então, continue a leitura e vamos te dar dicas de como proceder.
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Dicas de como separar as contas
1 – Faça o registro dos gastos no livro-caixa
O livro-caixa é um registro diário de todo dinheiro que entra e sai da sua empresa. Todos os custos, despesas e receitas do negócio entram nesse registro, que pode ocorrer por meio de um programa de contabilidade próprio para isso, planilhas, tabelas e até mesmo em um caderno.
Lá você irá anotar diariamente as entradas e saídas de dinheiro do negócio, como por exemplo, quanto você recebeu pela venda de um produto, quanto você gastou com compra de embalagens, entre outros.
Com o livro-caixa devidamente organizado e registrado, fica mais fácil saber qual o lucro que sua empresa está tendo.
2 – Defina o pró-labore
Quando a sua empresa é sua principal ou até mesmo única fonte de renda, pode ser ainda mais difícil separar o dinheiro dela e de casa. Por isso, mesmo quem é microempreendedor, deve definir o seu pró-labore, que nada mais é que o seu salário como dono da empresa.
O pró-labore entra como um custo fixo da empresa e deve estar também no registro de livro-caixa. Ou seja, você já define que todo mês terá aquele valor fixo para se pagar. Assim, você evita pegar dinheiro do caixa da empresa sem o registro adequado.
3 – Registre os seus gastos pessoais
Tenha o costume de registrar também os seus gastos pessoais e com sua casa. Aluguel, conta de luz, de água, gás, mercado, entre outros.
Quanto mais fiel você for às suas anotações, mais controle você terá do que gasta. Se seu negócio for sua única fonte de renda, é ainda mais importante que você faça esse registro! Assim, você pode definir o seu pró-labore já pensando nos seus gastos mensais.
Quando você visualiza os gastos num todo, também consegue identificar como pode economizar, se for o caso.
4 – Abra uma conta somente para sua empresa
Ter uma conta corrente no banco para sua empresa é o ideal. Assim, você reconhece facilmente o que é dinheiro do negócio e o que é dinheiro pessoal. E ao contrário do que muitos pensam, ter uma conta para pessoa jurídica não é tão difícil! Alguns bancos possuem opções simples e sem tarifas para microempreendedores.
5 – Faça reservas
Mesmo nos momentos de crise, fazer retiradas frequentes do caixa da empresa para cobrir despesas pessoais não é interessante. Por outro lado, tirar dinheiro do bolso para resolver imprevistos da empresa também não pode se tornar uma prática.
Aproveite os momentos de alto faturamento da empresa para fazer reservas. Elas são essenciais para quem deseja manter os dois orçamentos em dia.
Seguindo essas dicas, vai ficar bem mais fácil visualizar o quanto sua empresa está faturando e estabelecer metas maiores de faturamento.
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