Economia
Governo facilita acesso de empresas afetadas pela tarifaço americano
Portaria reduz para 1% o impacto exigido no faturamento bruto para que indústrias acessem linhas de crédito

As empresas brasileiras prejudicadas pelas recentes tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos ou pelas consequências econômicas dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio terão o acesso facilitado ao Plano Brasil Soberano a partir da próxima segunda-feira.
O governo federal reduziu drasticamente a barreira de entrada no programa, diminuindo de 5% para apenas 1% o percentual mínimo de perda no faturamento bruto exigido para que as companhias possam solicitar os financiamentos. A flexibilização foi oficializada por meio de uma portaria conjunta dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A medida beneficia diretamente setores estratégicos da economia nacional que enfrentam turbulências no comércio exterior, com destaque para as indústrias de aço, cobre, alumínio, além dos segmentos automotivo e moveleiro.
Os empresários interessados em aderir ao programa já podem consultar os critérios de elegibilidade por meio da plataforma digital Gov.br, utilizando o certificado digital da empresa. O processo de validação exige que os gestores verifiquem se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no CNPJ da companhia está listada entre as atividades econômicas contempladas pela nova regulamentação.
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Proteção ao emprego e apoio à exportação
O Plano Brasil Soberano atua como um colchão de amortecimento financeiro para o parque fabril brasileiro, oferecendo linhas de crédito voltadas para o financiamento de capital de giro, fomento à produção destinada à exportação e investimentos em inovação tecnológica.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a reformulação das regras busca blindar o mercado interno, protegendo a saúde financeira das empresas e, consequentemente, a manutenção dos postos de trabalho diante das fortes instabilidades no cenário internacional.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que a ampliação do programa atende a um clamor recorrente de empresários e exportadores brasileiros.
Muitas companhias vinham sofrendo os impactos das barreiras alfandegárias e do encarecimento de insumos no exterior, mas ficavam de fora do pacote de ajuda por não atingirem o antigo limite de 5% de prejuízo no faturamento.
Com a nova regra, o governo espera injetar fôlego financeiro na indústria e garantir a competitividade dos produtos nacionais no mercado global.
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