auxílio emergencial
Governo pode manter auxílio emergencial por R$ 300

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse que o Congresso não cometerá o mesmo erro do ano passado, afirmando que não fará “aquele jogo de poker que ficou da outra vez” e deverá, alinhado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), determinar o valor do novo auxílio emergencial em R$ 300.

Do outro lado está o ministro da Economia, Paulo Guedes, que deseja o auxílio emergencial em R$ 200.
“O ministro [da Economia], Paulo Guedes, falou em R$ 200 para o novo auxílio, e o presidente Bolsonaro anunciou R$ 300. E o que o presidente anuncia, o governo vai ter que arrumar um jeito de fazer, penso eu”, afirmou Lira em entrevista publicada na segunda-feira (22), no jornal O Globo.
Mas, Lira diz que o Congresso precisa ter responsabilidade para não mexer nesse valor, ou seja, não ultrapassar os R$ 300.
“Talvez [R$ 300] seja o valor ideal na cabeça de todo mundo. E o Congresso vai ter que ter muita responsabilidade para não mexer nesse valor, para não ficar aquele jogo de poker que ficou da outra vez: ‘eu blefo e o outro paga’. Então saiu de R$ 200 para R$ 600”, continuou.
Entretanto, no domingo (21), Jair Bolsonaro se reuniu com o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial, que vai permitir o governo conseguir pagar novas parcelas do auxílio. Até agora, o que tudo indica, é que o pagamento será em 4 parcelas que poderão ser de R$ 200 e R$ 300.
Outra decisão, é o número de beneficiados pelo programa que deverá ser menor, caindo o número de pessoas atendidas, como quer Paulo Guedes. Em 2020, cerca de 65 milhões de brasileiros receberam o auxílio emergencial, no valor de R$ 600, que depois foram reduzidas para R$ 300.
Ano passado houve a mesma indecisão no valor que seria pago, primeiro o governo federal pensou em parcelas de R$ 200, em seguida o Congresso aumentou para R$ 500. Porém, o presidente passou o valor para R$ 600.
O presidente da Câmara, acredita que se o auxílio emergencial, no ano passado tivesse sido no valor de R$ 300, poderia estar sendo pago até hoje.
“Deu um impulso muito forte na economia, deu um pouquinho de inflação em alimentos, comodities, essas coisas, que eu acho que é uma coisa pontual. Mas eu acho que R$ 300 seria um bom número para agora”, pontuou.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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