Segundo dados divulgados na segunda-feira (21) pelo relatório da ONU, até o momento, pelo menos 6.595 civis ucranianos morreram e 10.189 ficaram feridos desde fevereiro, quando começou a invasão da Rússia na Ucrânia.
Entre os mortos estavam pelo menos 415 crianças, 2.575 homens, 1.767 mulheres e 1.838 outros adultos. O relatório afirma ainda que 3.939 civis foram mortos e 5.338 outros ficaram feridos só em Donetsk e Luhansk, região oriental no coração da guerra que tem passado pelos combates mais intensos.
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A comissão disse que os números reais são “consideravelmente mais altos” devido à falta ou atraso de informações em áreas onde o conflito se intensificou.
A maioria das mortes registradas foi resultado de armas explosivas com efeitos de longo alcance, como bombardeios, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes, mísseis e ataques aéreos.
De acordo como os Estados Unidos, cerca de 100 mil soldados russos e 100 mil ucranianos foram mortos ou feridos na guerra na Ucrânia, quem fez essa estimativa foi o general Mark Milley, presidente do Estado-Maior Conjunto.
“Você está olhando para mais de 100 mil soldados russos mortos e feridos”, disse o general Milley. “A mesma coisa provavelmente no lado ucraniano.” disse.
A última atualização de Moscou, em setembro, disse que apenas 5.937 soldados foram mortos desde o início do conflito. Porém, são estimativas, pois tanto a Ucrânia quanto a Rússia guardam em segredo seus números de vítimas. “Houve uma tremenda quantidade de sofrimento, sofrimento humano”, disse o general Milley.
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Um vídeo que circulava nas redes sociais russas, mostrando a execução de prisioneiros de guerra russos foi denunciado na sexta-feira Ministério da Defesa da Rússia.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelou a Kiev que investigue o caso, considerado um crime de guerra. Durante o fim-de-semana o Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmitro Lubinets, reagiu à acusação.
Lubinets se referiu ao caso como uma farsa montada por Moscovo e que os soldados russos abriram fogo durante a rendição. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos já anunciou que vai investigar o caso e sugeriu a Kiev fizesse o mesmo.
Marta Hurtado, porta-voz do gabinete de Direitos Humanos da ONU, confirmou que os vídeos estavam a ser analisados. “Estamos a par dos vídeos e estamos a investigá-los. As alegações de execuções sumárias de pessoas hors de combat [fora de combate] devem ser investigadas pronta, completa e efectivamente, e quaisquer perpetradores devem ser responsabilizados”, acrescentou.
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