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Invasão a Brasília: AGU pede bloqueio de R$6,5 milhões de financiadores do ato
R$ 6,5 milhões em bens de 52 pessoas e 7 empresas que financiaram o transporte dos envolvidos nos atos de terrorismo em Brasília, poderão ser bloqueados pela Justiça Federal do Distrito Federal, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
O valor deverá ser usado para reparar os danos causados pelos manifestantes, ao destruírem patrimônio público, além disso, após a contabilização do prejuízo, que ainda não foi concluída, esse valor poderá aumentar.
A lista contendo o nome dos financiadores, foi elaborada com o auxílio de dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), até então, nela estão incluídos apenas os que contrataram os ônibus apreendidos.
Segundo a AGU, as pessoas físicas e jurídicas listadas foram as responsáveis por contratar o deslocamento dos manifestantes até Brasília para participar da manifestação.
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Os prejuízos ainda estão sendo calculados
No pedido a AGU sustentou que os envolvidos devem responder pelos danos, pois a manifestação não pacífica só foi possível “graças ao financiamento e atuação das pessoas listadas”, ou seja, elas contribuíram para que o vandalismo às dependências dos três Poderes acontecesse.
Até o momento foi identificado um “vultoso prejuízo material” aos prédios públicos federais, onde aconteceu a quebra de objetos e itens mobiliários, como computadores, mesas, cadeiras, vidraças e até mesmo obras de artes.
Objetos de valores inestimáveis como as obras as ‘Mulatas’, de Di Cavalcanti”, e toda à cultura e à história Brasileira, foi destruída após os atos.
Até então, a AGU, incluiu no pedido os R$ 6,5 milhões, dos prejuízos calculados até o momento, sendo: 3,5 milhões em danos ao Senado e R$ 3,03 milhões contabilizados em prejuízos na Câmara dos Deputados.
Ainda falta ser calculado os valores dos danos ao Palácio do Planalto e ao STF, que com toda a certeza também devem ultrapassar a casa dos milhões.
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Itens danificados após invasão as sedes dos Três Poderes
Durante o ato de vandalismo ocorrido no domingo, vidraças e móveis foram quebrados, obras de arte e objetos históricos, foram destruídos e armas e documentos roubados.
Em nota o Palácio do Planalto ressalta que o acervo destruído representa a história da República e das artes brasileiras e parte importante do acervo artístico e arquitetônico, como:
- Obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo, de 1995
- Galeria dos ex-presidentes
- Obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti
- Obra “O Flautista”, de Bruno Jorge
- Escultura de parede em madeira de Frans Krajcberg
- Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck
- Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues
- Relógio de Balthazar Martinot
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