Destaques
Nas próximas eleições os contadores têm o dever de sanear as contas políticas

Quando pensamos no futuro do Brasil, somos convidados necessariamente a refletir sobre as eleições de outubro próximo, dia 7, primeiro turno, e dia 28, segundo turno. Nestes dias, o povo deve escolher seus representantes para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal, bem como para a Câmara e o Senado Federal. Faltando pouquíssimo tempo para cumprirmos o nosso compromisso com as urnas, as perguntas que surgem são muitas, entre elas, uma, em especial, não quer calar: qual é o papel do Contador nessas eleições em meio a uma devastadora crise ética que atinge a classe política brasileira?
Muito embora o quadro eleitoral ainda não esteja totalmente definido, ficamos receosos quanto ao cenário que se configurará para as eleições de 2018. Mas, sendo ele qual for, a atuação do Contador assume extrema importância, visto que, na prática, ele é o profissional responsável pela prestação de contas da campanha dos partidos e candidatos, e por conseguinte, o agente saneador dos desvios e mau uso do dinheiro público.
É importante lembrar que qualquer inconsistência de dados não só pode prejudicar o Contador, como também o candidato ou o partido. Mas o lado bom da questão é que com uma ação eficiente, responsável e confiável, o Profissional da Contabilidade poderá devolver à sociedade aquilo por que ela tanto clama: transparência e ética.
Assim, o Contador que pretende participar do próximo pleito eleitoral, independentemente de sair como candidato, assessor ou administrador, está obrigado a prestar contas ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Quem dita a regra é a Resolução nº 23.406/2014 do TSE, que trata da arrecadação e dos gastos por partidos políticos, comitês financeiros, candidatos e sobre a prestação de contas das eleições. De acordo com o parágrafo 4º do artigo 33 da norma, a prestação de contas das eleições deve ser obrigatoriamente assinada pelo candidato e um Profissional da Contabilidade responsável, bem como por um advogado, o que os torna responsáveis pela veracidade dos dados financeiros e contábeis declarados durante cada campanha.
Segundo dados de uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos em agosto do ano passado, apenas 6% dos eleitores ouvidos afirmaram se sentir representados pelos políticos em que já votaram. Os demais, 94% dos entrevistados, negam essa afirmativa. Para agravar ainda mais a situação, a Operação Lava Jato, aliada a sucessivos escândalos de corrupção, e uso indevido do dinheiro público para objetivos pessoais fazem com que a população se torne cada vez mais descrente da política e, desta forma, receosa de exercer o seu direito de cidadão.
Fatos como estes aumentam a responsabilidade do Profissional da Contabilidade, que deve tentar resgatar esse senso de cidadania na população brasileira, ao atuar eficazmente na prestação das contas eleitorais e partidárias, fazendo rígido controle dos gastos, e evitando o uso inadequado dos recursos arrecadados.
Em harmonia com as normas do Tribunal Regional Eleitoral e a Justiça Eleitoral que lhe dão respaldo legal, a rígida fiscalização dos partidos e candidaturas poderá devolver a confiança dos cidadãos na política e nos políticos brasileiros, e este futuro que poderá ser promissor está hoje nas mãos dos Contadores. Portanto, todo cuidado é pouco: trata-se do futuro de nossa profissão e do País.
* Antonio Eugenio Cecchinato é presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo – Sindcont-SP.
INSS3 dias agoINSS confirma abono extra do 13º para aposentados e pensionistas
Fique Sabendo3 dias agoNova regra do Fies Empreendedor terá cobrança de juros na carência
Contabilidade3 dias agoNFS-e Via: Nova API simplifica consulta de alíquotas do ISS
Contabilidade3 dias agoBurnout no setor contábil: os sinais de alerta e o papel das lideranças na prevenção
Contabilidade2 dias agoEFD-Contribuições e Reinf estão com os prazos vencendo. Confira!
Contabilidade3 dias agoAntecipadas as etapas técnicas para implantação do CNPJ Alfanumérico
Fique Sabendo3 dias agoProrrogado prazo de cadastro obrigatório no NovoPAT
Reforma Tributária2 dias agoRegulamentação do Imposto Seletivo é adiada e indefinição sobre alíquotas de 2027 preocupa

































Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.