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Novas alterações para Crédito Presumido de PIS, COFINS e IPI

Regras do Crédito Presumido de PIS, COFINS e IPI sofrem alterações

Receita Federal por meio da Instrução Normativa nº 1.675/2016 (DOU de 30/11) alterou as regras do Crédito Presumido de PIS, COFINS e IPI, de que trata o artigo 31 da Lei nº 12.865/2013.

Instrução Normativa nº 1.675/2016 alterou dispositivos da Instrução Normativanº 1.060/2010 e nº 1.497/2014.

Direito do Crédito Presumido

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De acordo com o artigo do Lei nº 12.865/2013, a pessoa jurídica tem direito ao Crédito Presumido calculado sobre a receita decorrente da venda no mercado interno ou da exportação dos produtos classificados nos códigos 1208.10.00, 15.07, 1517.10.00, 2304.00, 2309.10.00 e 3826.00.00 e de lecitina de soja classificada no código 2923.20.00, todos da Tipi.

O crédito presumido aplica-se exclusivamente à pessoa jurídica que industrializa os produtos relacionados no caput do artigo 31 da Lei nº 12.865/2013 (vide relação abaixo), não sendo aplicável a:

I – operações que consistam em mera revenda de bens;

II – empresa comercial exportadora.

Para fins do artigo 31 da Lei nº 12.865/2013, considera-se exportação a venda direta ao exterior ou a empresa comercial exportadora com o fim específico de exportação.

O crédito presumido pode ser aproveitado inclusive na hipótese de a receita decorrente da venda dos referidos produtos estar desonerada da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins.

Cálculo do Crédito Presumido

O montante do crédito presumido da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins  será determinado, respectivamente, mediante aplicação, sobre o valor da receita mencionada no caput, de percentual das alíquotas previstas no caput do  art. 2o da Lei no 10.637/2002, e no caput do art. 2o da Lei no 10.833/2003, correspondente a:

Receita de Exportação x Receita Bruta anual

Terá direito ao crédito presumido previsto no artigo 31 da Lei nº 12.865/2013, a pessoa jurídica cuja receita bruta decorrente de exportações para o exterior, no ano-calendário anterior ao do pedido tenha sido de valor igual ou superior a 10% (dez por cento) de sua receita bruta total da venda de bens e serviços (inciso V do Art. 2º da IN 1.060/2010):

Direito ao crédito presumido:
Receita Bruta (vendas e serviços) do ano de 2015 1.000.000,00
Receita de Exportação de 2015 150.000,00
(%) de Receita de Exportação sobre a Receita Bruta de 2015 15%

Neste exemplo, a pessoa jurídica terá direito ao crédito presumido, visto que a receita de exportação é superior a 10% do valor da receita bruta no ano de 2015.

Foi uma alteração relevante que resultou no aumento do crédito presumido, isto porque na regra anterior o percentual de exportação era acima de 30%, confira redação anterior do inciso V do art. 2º da IN 1.060/2010:

 

V – tenha auferido receita bruta decorrente de exportações para o exterior, no segundo e no terceiro anos-calendário anteriores ao do pedido, em valor igual ou superior a 30% (trinta por cento) de sua receita bruta total da venda de bens e serviços no mesmo período; 

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Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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