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Operação Caduceu mira Contadores que emitiam notas frias

Chamada de Caduceu, a nova fase da força-tarefa da Lama Asfáltica, iniciada nesta segunda-feira (14), mira casas e escritórios de contadores. Há indícios de que os profissionais – cujos nomes não foram divulgados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) – teriam emitido notas frias para a Proteco Construções, empresa investigada na Operação.
Gerente de Departamento Fiscal
Nesta manhã, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, todos em Campo Grande-MS. Segundo a coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão, não há prisão e a operação é exclusivamente voltada para escritórios e casa de contadores.
A promotora não quis revelar os nomes e donos das empresas envolvidas nesta fase. Por enquanto, há informação de que viaturas do Gaeco estão em uma casa na rua Vitório Zeolla, esquina com a Rua Abricó do Pará.
“Durante as investigações, chegamos a conclusão de que existem fortes indícios de que profissionais, em conluio com empresa investigada, atuavam na prática de sonegação fiscal”. A coordenadora afirma que a prática seria para facilitar a lavagem de dinheiro e acerto de contas de empresas investigadas, uma delas, a Proteco de João Amorim, também alvo de fases anteriores da apuração.
Caduceu, nome da operação, é um símbolo astrológico e que representa lucro, vendas e comércio. Por este motivo, a figura simboliza a contabilidade, daí o nome da nova fase, segundo o Grupo de Atuação.
Investigação – O trabalho da força-tarefa apura esquema de desvio de milhões de obras em Mato Grosso do Sul e identificou a existência de organização criminosa para se apropriar dos recursos públicos. Iniciada há um ano e quatro meses, a investigação já levou pelo menos 15 pessoas para cadeia.
Também há investigação feita pela PF (Polícia Federal), Gaeco, MPF (Ministério Público Federal), CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, que apontou o empreiteiro João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Construções e de vários contratos com o governo do Estado, e o ex-secretário de Obras, Edson Giroto, como líderes no esquema. Os dois foram presos em novembro do ano passado, maio e em junho deste ano.
De início, em julho de 2015, integrantes da força-tarefa divulgaram que investigaram contratos que somavam R$ 45 milhões e identificaram R$ 11 milhões em prejuízos aos cofres públicos. Mas, a operação teve várias fases. Via CampoGrandeNews
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