A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de quarta-feira (9), a Operação Alcaçaria, contra uma rede de operadores financeiros que prestavam serviços a diversas organizações criminosas em todo o Brasil. A ação conta com apoio da Secretaria da Receita Federal.
O esquema investigado identificou que recursos da ordem de R$ 1,0 bilhão foram depositados em espécie no período de 2021 a 2024 e, posteriormente, esses valores foram transferidos para contas bancárias de empresas de fachada, distribuídas em três camadas, com a finalidade de dificultar o seu rastreamento.
A última camada envolvia empresas de comercialização de criptoativos e de câmbio que disponibilizavam esses recursos aos destinatários finais, muitas vezes localizados em outros países como: Paraguai, Colômbia e Bolívia.
Para a consecução de seus objetivos, o grupo contava com a participação de contadores, que seriam os responsáveis pela abertura das empresas de fachada e emissão de notas “frias”, que além de darem “suporte” para a movimentação financeira, eram fornecidas também para interessados em crédito de ICMS, transporte de mercadorias sem nota, “regularização” de estoques e “esquentamento” de mercadorias descaminhadas, mediante pagamento de um percentual do valor da nota inidônea.
Estão sendo cumpridos 62 (sessenta e dois) mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. Os responsáveis poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa, operação de instituição financeira ilegal, uso de documentos falsos, dentre outros.
Participam da operação 22 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal e 235 policiais federais.
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