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Pirâmide que prometia triplicar o dinheiro investido em seis meses terminou na justiça

Empresários brigam nas redes sociais e revelam ameaça de morte
Um golpe de pirâmide provocou uma briga entre os sócios Marcos Monteiro, Ricardo Toro e Israel Soares, empresários que fundaram a empresa Binarybit, que sequer havia sido registrada na Receita Federal, conforme indica o Ministério Público da Bahia.
Apesar de não existir para autoridades brasileiras, a pequena empresa era vinculada a uma matriz, esta que teve registro em Lisboa, Portugal, ao longo de seis meses. Como o negócio deles prometia lucro de 1,5% ao dia, enquanto a poupança rendia 0,5% ao mês, pessoas com pouco dinheiro foram atraídas e decidiram investir toda sua poupança. O proposta era de triplicar o dinheiro em seis meses.
Além das propagandas enganosas, os sócios apareciam em imagens com carros de luxo e ostentando uma vida de riqueza, com direito a convenção na Arena Fonte Nova, em Salvador, o que levou milhares de brasileiros a acreditarem no negócio, decidindo investir.

O prejuízo, se somado, conforme reportagem da Record, pode chegar a R$ 80 milhões. a empresa utilizava criptomoedas, uma espécie de dinheiro que existe apenas na internet. As transações eram comandadas por Marcos Monteiro, que se promove nas redes como o bruxo dos investimentos, com mais de 52 mil seguidores no Instagram.
O esquema criminoso fez com que a empresa e os sócios se tornassem alvo de pelo menos três inquéritos, um na Bahia e outro em São Paulo, além de mais um instaurado pelo Ministério Publico Federal (MPF).
Ao ter o esquema exposto e a plataforma da Binarybit fora do ar, os sócios romperam e começaram uma briga nas redes sociais. Marcos Monteiro acusa Ricardo Toro do esquema criminoso, inclusive de ter enviado pessoas para matá-lo. Ricardo negou as acusações e chegou a dizer que perdeu bens, como um apartamento em Salvador, no valor de R$ 700 mil, para ressarcir parte do dinheiro dos investidores.
Sozinho, Ricardo criou outra empresa, a FNX Global Investment LTDa, cujo capital social é de R$ 500 milhões. Alguns dos investidores, na tentativa de receber o dinheiro perdido de volta, aceitaram migrar para a Fênix (FNX). Pelo menos cinco mil pessoas pagou a taxa para participação no novo negócio, o que fez com que a nova empresa arrecadasse mais meio milhão de reais.
Depois de um tempo, o site também saiu do ar. “Mais de 35% das pessoas que estão dentro da FNX já receberam o saque ou tiveram suas contas quitadas”, alegou Ricardo Toro, em entrevista ao Domingo Espetacular.
Os advogados de Marcos Monteiro e Ricardo Toro emitiram uma nota de esclarecimento, acusando outras duas pessoas de serem os verdadeiros autores do golpe. Os ministérios seguem investigando o caso.
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