MEI

Planejamento previdenciário para MEI e autônomos: como garantir uma boa aposentadoria

Quem é MEI ou trabalha por conta própria costuma contribuir para o INSS no piloto automático e só descobre, perto de se aposentar, que o benefício será bem menor do que esperava. É justamente por isso que o planejamento previdenciário importa tanto para esse público: pequenas decisões tomadas hoje definem o valor da aposentadoria.

O primeiro passo é entender a forma de contribuição. Em 2026, o MEI recolhe 5% sobre o salário mínimo (cerca de R$ 81,05 por mês), dentro do DAS. Já o autônomo pode optar pelo plano simplificado, com 11% sobre o salário mínimo (R$ 178,31). Em ambos os casos há uma limitação decisiva: essas contribuições garantem apenas a aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo e não contam para a aposentadoria por tempo de contribuição (nas regras de transição).

Para ter direito a um benefício acima do piso, é preciso complementar a alíquota até 20%. O MEI pode recolher uma guia adicional de 15%, e o autônomo pode contribuir com 20% sobre o valor que escolher, respeitando o teto do INSS, que, em 2026 é de R$ 8.475,55. Em regra, quanto maior a contribuição, maior tende a ser a aposentadoria.

Também é importante conhecer as regras gerais vigentes após a reforma de 2019: a aposentadoria por idade exige 62 anos (mulheres) ou 65 anos (homens) e, no mínimo, 15 anos de contribuição, prazo que pode chegar a 20 anos para os homens que começaram a contribuir depois da reforma. 

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

“O maior erro de quem é MEI ou autônomo é contribuir pelo valor mínimo sem nenhum planejamento e só descobrir tarde demais que ficará preso ao piso. Com orientação previdenciária, dá para escolher o plano certo”, afirma a Dra. Rafaela Carvalho.

Manter as contribuições em dia, evitar lacunas e conferir o extrato do CNIS periodicamente são atitudes simples que protegem o futuro. Na dúvida, uma análise com um advogado previdenciário ajuda a transformar a contribuição mensal em uma aposentadoria realmente segura.

Mariana Freitas

Há 2 anos faz parte da equipe de Redação e Marketing do Jornal Contábil, colaborando com a criação de conteúdo, estratégias de engajamento e apoio no fortalecimento da presença digital do portal.

Postagens recentes

Ações que o contador já deve tomar para enfrentar a Reforma Tributária

Ações concretas que devem ser tomada imediatamente

14 horas atrás

Falta de assessoria contábil joga quase metade dos MEIs na inadimplência

Com 41% das categorias em atraso com o fisco, apoio contábil deixa de ser capricho…

15 horas atrás

Códigos CFOP 5102 e 6102: qual devo usar na venda de mercadorias?

Escolha correta do Código Fiscal de Operações e Prestações evita rejeição de notas fiscais, multas…

16 horas atrás

Aprovada a isenção de Imposto de Renda para profissionais de segurança pública

Proposta amplia benefício para guardas municipais, peritos e inativos. Recursos virão da taxação de apostas…

18 horas atrás

Montador de móveis barato: como economizar sem abrir mão da qualidade

Na hora de montar móveis novos, muitas pessoas procuram uma solução que seja prática, segura…

19 horas atrás

Receita lança pesquisa para avaliar integridade e convoca contadores

Em parceria com órgão internacional, levantamento anônimo busca medir a percepção dos profissionais sobre ética,…

20 horas atrás