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Queda no Pix em Janeiro de 2025: Entenda a Maior Retração Mensal Desde a Criação do Sistema

O início de janeiro de 2025 registrou uma diminuição significativa no volume de transações realizadas através do sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central do Brasil (BC) em novembro de 2020. De acordo com dados divulgados pela autoridade monetária, o total de operações entre os dias 4 e 10 deste mês foi de 1,250 bilhão, apresentando uma queda de 10,9% em comparação ao mesmo período do mês anterior.
Essa marca estabelece a maior retração mensal já registrada desde a implementação do sistema. Anteriormente, a maior queda havia sido observada na primeira semana de janeiro de 2022, quando houve uma redução de 7,5% em relação à primeira semana de dezembro de 2021.
Entretanto, ao comparar o volume de transações dos dias 4 a 10 de janeiro de 2025 com o mesmo período do ano anterior, nota-se um crescimento expressivo. Em 2024, foram contabilizadas aproximadamente 963 milhões de transações, refletindo um aumento de cerca de 23% em relação a janeiro deste ano.
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Em resposta às inquietações sobre os dados, o Banco Central afirmou que o desempenho do Pix está dentro da variação sazonal esperada para o início do ano. É comum que se observe uma queda nas transações entre janeiro e dezembro, considerando que entre os dias 4 e 10 de dezembro de 2023 foram realizadas aproximadamente 1,009 bilhão de transações.
Apesar da recente queda, o sistema vem demonstrando uma tendência geral de crescimento contínuo em suas operações mensais. No entanto, alguns meses têm apresentado quedas acentuadas; por exemplo, em dezembro de 2023 foram contabilizados 4,2 bilhões de transações via Pix, cifra que caiu para 3,85 bilhões em janeiro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, abordou a questão em coletiva à imprensa realizada em Brasília no dia 15. Ele reiterou que a diminuição nas transações é um fenômeno sazonal. “É sazonal. Quando você considera a sazonalidade, não tem havido problemas”, declarou.
Além disso, Haddad mencionou que o governo está tomando medidas para coibir a disseminação de informações falsas sobre o sistema. “Vamos tomar providências, inclusive criminais, contra quem está espalhando fake news e aplicando golpes”, afirmou. Recentemente surgiram relatos sobre fraudes envolvendo cobranças indevidas relacionadas ao Pix.
A partir da entrada em vigor das novas regras do Pix em primeiro de janeiro deste ano, uma série de boatos e informações enganosas começou a circular nas redes sociais. As novas diretrizes aumentaram a capacidade da Receita Federal para fiscalizar as transações: agora ela terá acesso aos dados de pessoas físicas que movimentam acima de R$ 5 mil por mês e R$ 15 mil para pessoas jurídicas.
Essas alterações têm gerado preocupações sobre possíveis consequências negativas para pequenos empresários e trabalhadores autônomos. Embora representantes da Receita tenham negado qualquer intenção de taxar esses grupos especificamente, especialistas alertam que há um risco real para esse segmento diante das novas regras.
No que diz respeito aos recordes históricos do sistema Pix, destaca-se que no dia 20 de dezembro passado foi registrado um volume diário sem precedentes: foram realizados 252,1 milhões de transações em apenas um dia, totalizando R$ 162,9 bilhões movimentados. Além disso, outubro de 2024 foi o mês que viu o maior volume financeiro já registrado pelo sistema até agora, superando R$ 2,656 trilhões.
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