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O dia 8 de março marca a luta das mulheres por mais igualdade de gênero. A realidade ainda está longe de ser totalmente igualitária, mas caminha a passos largos para que essas mulheres conquistem mais espaços em profissões majoritariamente masculinas.
Um exemplo é o setor de segurança patrimonial, que tem tido maior presença feminina. No GRUPO GR, uma das maiores empresas em segurança privada do país, os números só crescem: atualmente são cerca de 2340 colaboradoras nas posições de vigilantes, seguranças e bombeiro civil.
“Nunca caracterizamos as profissões por gênero em nosso processo seletivo, mas, nos últimos anos, temos sentido uma crescente busca de mulheres para cargos de segurança e estamos muito contentes com isso.”, afirma Paulo Marques, Diretor de DH do GRUPO GR.
Segundo uma pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o público masculino ocupa mais da metade dos postos de trabalho e ganha, em média, 30% a mais que as mulheres, geralmente em cargos com a mesma posição.
Além disso, pesquisas com mulheres demonstram que elas enfrentam outro problema. Mesmo tendo conquistado a vaga por suas habilidades comprovadas, a sensação é de que sempre precisam demonstrar qualidades superiores, principalmente em cargos de gestão.
É o que conta Talita Ribeiro, 36 anos, que atua como Supervisora de Condomínio no GRUPO GR, que diz estar furando este bloqueio. “No mercado ainda há um número muito pequeno de mulheres em áreas de gestão no ramo de segurança. No começo foi um pouco difícil, senti que alguns homens queriam “bater de frente” e não aceitavam a hierarquia”.
Para Talita, conquistar a confiança e demonstrar que está apta às funções foi uma das formas de conseguir o respeito da equipe. “Temos que estar um passo à frente, mostrar que somos responsáveis e sempre comprovar que sabemos o que estamos fazendo e dizendo”, diz.
Mas os desafios não estão somente relacionados às lideranças. As mulheres que atuam no ramo de vigilância e segurança enfrentam os olhares duvidosos do público. É o que sente Mary Lourdes Sodré, que tem 50 anos e atua como vigilante patrimonial no GRUPO GR, é uma das únicas mulheres do time especializadas em trabalhar com cão policial treinado.
“Para a vigilante mulher o mercado é difícil, o público olha para nós com desconfiança e preconceito, acham que não temos competência para as habilidades que estamos desenvolvendo”, afirma Mary.
Firmeza, gentileza e inteligência emocional são algumas das características que têm sido procuradas pelas empresas do setor de segurança, que justificam o aumento de mulheres na área.
Segundo Paulo Marques, são traços que fazem toda a diferença no trato com o público – “diferente do que muitos tendem a imaginar, as mulheres conseguem ter mais firmeza e ao mesmo tempo uma abordagem mais humanizada, um ponto positivo quando se trata de lidar diretamente com o público em cenários de risco”.
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